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Tshisekedi toma posse como presidente da RDC

24/01/2019 15h36

Kinshasa, 24 Jan 2019 (AFP) - O opositor Félix Tshisekdi se tornou oficialmente, nesta quinta-feira (24), o 5º presidente da República Democrática do Congo, na presença de seu predecessor Joseph Kabila, mas na ausência do outro opositor, Martin Fayulu, que contesta sua vitória.

Tshisekedi, de 55 anos, recebeu os símbolos do poder de Joseph Kabila, de 47 anos, em uma cerimônia no Palácio da Nação, a sede da presidência. Esta é a primeira transmissão pacífica de poder desde a independência do país em 1960.

Por causa do calor, da emoção e também de um colete à prova de balas, Tshisekedi passou mal por mais de dez minutos durante seu discurso de posse.

Assumindo um momento de fraqueza, ele pediu desculpas "ao presidente da República" Joseph Kabila "e aos nossos distintos convidados".

Apenas um outro presidente, o queniano Uhuru Kenyatta, compareceu à posse. Outros países africanos enviaram representantes: Tanzânia, Gabão, Namíbia, Marrocos, Burundi, Angola, Congo-Brazzaville, Egito... Os Estados Unidos e os países europeus foram representados pelos seus embaixadores.

Partidários de Tshisekedi, os "combatentes" de seu partido União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), se convidaram para entrar no palácio da Nação.

"Félix não se esqueça, papai disse: o povo primeiro", entoou a multidão em referência ao pai do novo presidente, o opositor Etienne Tshisekedi que morreu em Bruxelas em 1º de fevereiro.

Em seu discurso, Felix Tshisekedi prometeu trabalhar pela libertação dos presos políticos.

Proclamado eleito pelo Tribunal Constitucional no sábado, o novo presidente terá que dividir o poder com o atual poder, que manteve a maioria na Assembleia Nacional.

Em uma mensagem de despedida, o presidente Kabila encorajou os "líderes políticos" a favorecerem uma "coalizão" em vez de "coabitação".

O outro candidato da oposição, Martin Fayulu, não compareceu à cerimônia e já rejeitou qualquer participação em um governo de unidade nacional.

A União Africana e a União Europeia "tomaram nota", em um comunicado conjunto, da eleição de Tshisekedi, declarando-se prontos para trabalhar com ele.

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