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EUA negam intenção de impor bloqueio bancário à Autoridade Palestina

2019-02-12T13:15:00

12/02/2019 13h15

Ramallah, Territórios palestinos, 12 Fev 2019 (AFP) - Os Estados Unidos negaram estar pressionando os bancos para deixarem de trabalhar com a Autoridade Palestina, em um contexto de crise entre ambos, segundo uma fonte consultada pela AFP.

Várias autoridades palestinos acusaram nos últimos dias aos Estados Unidos de tentar forçar os bancos a deixarem de trabalhar com a Autoridade Palestina, considerada o embrião de um futuro governo palestino reconhecido internacionalmente, com sede em Ramala, na Cisjordânia ocupada.

"Os Estados Unidos não pediram para os doadores estrangeiros restringirem sua ajuda aos palestinos, e tampouco para as instituições financeiras darem fim às transferências para contas da Autoridade Palestina", disse uma autoridade que não quis se identificar em mensagem enviada à AFP na madrugada desta terça-feira.

Husein Al Sheij, um alto responsável palestino, disse no domingo à AFP que algumas grandes instituições financeiras internacionais "começaram a atender ao pedido dos Estados Unidos e a impor um rigoroso bloqueio financeiro à Autoridade Palestina".

O ministro de relações Exteriores, Riyad Al Maliki, acusou os Estados Unidos em uma rádio palestina de utilizar "todos os meios de pressão possíveis sobre os países árabes para que deixem de apoiar financeiramente nosso povo".

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas, congelou as relações com o governo de Trump desde que o presidente americano anunciou, em dezembro de 2017, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

Desde então, os Estados Unidos reduziram em mais de 500 milhões de dólares a ajuda anual aos palestinos.

O fim desta ajuda agravou ainda mais a situação financeira da Autoridade, que depende em grande parte da ajuda internacional.

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