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Internacional

Presidente senegalês é favorito na eleição de domingo

22/02/2019 06h21

Dacar, 22 Fev 2019 (AFP) - Senegal conclui nesta sexta-feira três semanas de campanha eleitoral para a eleição presidencial de domingo, com o atual chefe de Estado, Macky Sall, como favorito para a vitória no primeiro turno.

Os dois principais rivais de Macky Sall, 56 anos, o popular ex-prefeito de Dacar Khalifa Sall e Karim Wade, filho do ex-presidente Abdoulaye Wade, foram retirados da disputa após condenações por corrupção em julgamentos criticados por organizações de defesa dos direitos humanos.

"A vitória no primeiro turno é indiscutível", declarou recentemente o presidente.

Sall enfrenta quatro adversários menos conhecidos, mas combativos, com base no plano "Senegal Emergente", um projeto de infraestruturas apresentado pelo presidente senegalês.

Os críticos do programa apontam um gasto de dinheiro dos contribuintes em áreas afastadas das necessidades da população, que pode gerar uma grande dívida caso os investimentos prometidos não apresentem resultados.

"Se for eleito, jogarei este plano de dívida de Senegal no lixo", prometeu um dos rivais de Sall, o auditor fiscal que se tornou deputado Ousman Sonko.

Os demais adversários do presidente são o ex-primeiro-ministro Idrissa Seck (59 anos), Issa Sall (63), procedente da Irmandade Tijaniyya, e o ex-ministro Madické Niang (65).

De acordo com um sistema aprovado no Parlamento no ano passado, os candidatos à presidência precisam demonstrar que contam com o apoio de um número mínimo de cidadãos e regiões.

Apenas sete candidatos conseguiram cumprir o requisito, mas dois deles foram desqualificados.

Tanto Khalifa Sall como Karim Wade afirmam que suas condenações judiciais foram planejadas para deixá-los de fora da disputa presidencial.

Os partidários dos dois condenados protestaram para exigir eleições livres e justas. A Anistia Internacional denunciou no ano passado "processos injustos" no Senegal e "falta de independência" do sistema judicial no caso de Khalifa Sall.

Senegal, que viveu duas transferências de poder (em 2000 e 2012) e não sofreu nenhum golpe de Estado, é considerado um modelo de democracia na África, apesar das acusações de corrupção e da violência durante as campanhas eleitorais.

Quase 6,4 milhões de pessoas estão registradas para votar no domingo em 6.500 pontos de votação, além de 310.000 emigrantes registrados em outros 48 países.

Os resultados oficiais devem ser divulgados em 25 ou 26 de fevereiro. Em caso de necessidade, o segundo turno acontecerá no dia 24 de março.

Apesar de muitos pedidos dos senegaleses, os cinco aspirantes à presidência não participaram de um debate durante a campanha.

O país, com 90% de muçulmanos e conhecido por sua tolerância religiosa e o peso das irmandades, escapou até o momento dos atentados extremistas que atingiram outras nações da região.

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