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Trump aceita manter soldados na Síria, mas sem 'marcha à ré'

22/02/2019 20h37

Washington, 22 Fev 2019 (AFP) - O presidente americano acabou aceitando conservar um contingente militar no nordeste sírio com o objetivo de convencer os europeus a participarem de uma força de observação de mil homens para proteger os aliados curdos.

"Não dou marcha à ré", garantiu nesta sexta-feira o mandatário, que em dezembro tinha anunciado o retorno "imediato" de cerca de 2.000 soldados americanos que participaram na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

A Casa Branca afirmou na noite de quinta que os Estados Unidos vão manter cerca de 200 soldados no nordeste da Síria.

"Um pequeno grupo de manutenção da paz de cerca de 200 soldados permanecerá na Síria por algum tempo", disse a porta-voz do Executivo americano Sarah Sanders após uma ligação entre Trump e seu par turco Recep Tayyip Erdogan.

O senador Lindsey Graham, veterano político republicano, que passou as últimas semanas fazendo um pedido pública para que Trump ajuste o plano de retirada, celebrou a decisão.

À Fox News, ele garantiu que os 200 efetivos americanos permitiriam maior presença dos aliados europeus.

"Estes 200 provavelmente atrairão 1.000 europeus", disse Graham.

"Milhares de europeus foram assassinados por combatentes (do Estado Islâmico) que vêm da Síria para a Europa. Agora, a responsabilidade recai na Europa. Cerca de 80% da operação deveria ser europeia, e talvez 20% nossa".

A afirmação de Graham sobre o assassinato de "milhares" de europeus é um exagero.

Segundo grupos de acompanhamento, menos de mil pessoas morreram por ataques de islamitas de todas as origens na Europa desde 2014.

Contudo, essa retórica alimenta um dos temas favoritos de Trump: sua percepção de que os aliados europeus e a Otan não contribuem o suficiente para a segurança global.

Trump pretende retirar as tropas americanas de países como Síria ou Afeganistão.

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