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Ex-advogado de Trump depõe no Congresso dos EUa

26/02/2019 22h25

Washington, 27 Fev 2019 (AFP) - Michael Cohen, o ex-advogado de Donald Trump, começou nesta terça-feira (26) uma maratona de depoimentos no Congresso dos Estados Unidos sobre supostas relações com a Rússia e práticas empresariais irregulares do presidente americano.

Cohen, que há dois anos declarou que era "capaz de levar um tiro por Trump", vai falar perante uma comissão do Senado sobre "as mentiras, o racismo e as manobras" do presidente, além das "evidências de conduta criminosa" que o bilionário teria praticado para assumir o cargo, destacou o jornal Washington Post, citando fontes próximas ao caso.

O advogado, confidente e conselheiro de Trump durante muitos anos, foi condenado em dezembro passado a três anos de prisão pelos crimes de violação às leis de financiamento de campanha eleitoral e falso testemunho perante o Congresso. Esta pena entra em vigor a partir de 6 de maio.

Aos 52 anos, Cohen se transformou numa testemunha chave contra o presidente após ter concordado em cooperar com as investigações.

Nesta terça-feira, ele se apresentou perante a Comissão de Inteligência do Senado, onde manteve o silêncio.

A Casa Branca já encara com preocupação a iminente conclusão da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre suposta interferência russa a favor de Trump para derrotar a então candidata democrata Hillary Clinton na eleição presidencial americana de 2016. Este depoimento público pode também ofuscar o encontro entre Trump e o dirigente norte-coreano Kim Jong-un, previsto para o mesmo dia no Vietnã, sobre o arsenal nuclear da Coreia do Norte.

Direto de Hanói, capital vietnamita que serve de palco para o encontro dos dirigentes, a porta-voz da Casa Blanca, Sarah Sanders, desqualificou a credibilidade do ex-advogado do presidente dos Estados Unidos.

"É risível pensar que se possa acreditar em um mentiroso condenado como Cohen e é patético dar a ele uma nova oportunidade de difundir suas mentiras", declarou Sanders, nesta terça-feira.

Perante a comissão do Senado, o advogado terá que responder perguntas sobre as finanças da Organização Trump (para quem trabalhou por dez anos), as declarações de impostos do magnata, as questionadas prestações de contas de sua fundação e o projeto de construção de uma Torre Trump em Moscou durante a campanha para presidência dos Estados Unidos.

Tambén deverá ser interrogado sobre pagamento de 280 mil dólares para compra o silêncio de duas mulheres sobre supostas relações sexuais con bilionário.

Cohen, que já foi condenado por ter realizado esses pagamentos ilegais, disse à promotoria que cumpriiu ordens de Trump, envolvendo no delito o próprio presidente, que foi a público culpar seu ex-advogado por má gestão do dinheiro.

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