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Ex-presidente do Barça Sandro Rosell recebe liberdade provisória

27/02/2019 14h32

Madri, 27 Fev 2019 (AFP) - O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, julgado desde a segunda-feira pela Audiência Nacional espanhola por suposta lavagem de dinheiro, será posto em liberdade provisória nesta quarta-feira após 21 meses em prisão preventiva, informou o tribunal.

"A Audiência Nacional concede a liberdade provisória com medidas cautelares para Sandro Rosell e Joan Besolí", seu suposto testa de ferro, comunicou o serviço de imprensa da Audiência Nacional.

"Os dois acusados devem voltar à prisão ao terminar a visita de hoje (quarta-feira) e ali serão postos em liberdade", acrescentou.

O ex-presidente do Barça (2010-2014), que está em prisão provisória desde maio de 2017, é acusado junto com sua esposa e quatro colaboradores de "lavagem de capitais em grande escala" de ao menos 19,9 milhões de euros desde 2006, procedentes de supostas comissões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A procuradoria da Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, pede que seja aplicada a pena de 11 anos de prisão e uma multa de 59 milhões de euros.

E o tribunal, que até agora havia negado os reiterados pedidos de liberdade da defesa de Rosell alegando risco de fuga, deu "acesso à liberdade solicitada" ao ex-dirigente uma vez que ele e Besolí "já foram ouvidos na declaração", indica o auto judicial.

Em sua declaração na terça-feira, na qual só respondeu as perguntas de seu advogado, Rosell assegurou que o relato da procuradoria estava cheio de "erros e falsidades".

"Não há comissões, nem legais, nem ilegais. A única coisa que houve foi uma retribuição à minha empresa", assegurou Rosell.

O caso se refere a um contrato assinado em 2006 para vender a retransmissão de 24 jogos amistosos da seleção brasileira a uma companhia com sede nas Ilhas Cayman.

Rosell, que foi diretor da Nike na América Latina, sendo um dos artífices do contrato da multinacional com a seleção, mediou essa operação através de uma empresa própria dedicada ao marketing esportivo.

Ele é acusado de ter se beneficiado de dinheiro obtido ilegalmente por Ricardo Teixeira, ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente da CBF investigado pela justiça no Brasil e nos Estados Unidos no âmbito do escândalo de corrupção 'Fifagate'.

Segundo o documento, Rosell e sua esposa teriam recebido pessoalmente 15 milhões de euros neste negócio, dos quais entregaram 8,4 milhões a Teixeira e ficaram com os restantes 6,6 milhões.

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