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Trump diz que seu ex-advogado 'mentiu muito' ante o Congresso

28/02/2019 07h39

Hanói, 28 Fev 2019 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou seu ex-advogado Michael Cohen de mentir durante seu testemunho ante o Congresso, onde o chamou seu ex-cliente de "racista, vigarita e trapaceiro".

"Ele mentiu muito", afirmou Donald Trump à imprensa em Hanói, ao fim da fracassada cúpula com o líder norte-coreano Kim Jong Un.

O presidente americano insistiu que o depoimento de Cohen na quarta-feira não forneceu evidências de conluio durante sua campanha eleitoral de 2016 com a Rússia.

Cohen que não tinha provas concretas desse conluio, mas suspeitas.

O presidente Trump reclamou que a declaração de Cohen aconteceu em meio à cúpula com o líder norte-coreano.

"Acho que ter um comparecimento falso como esse e no meio dessa importante cúpula é realmente algo terrível", disse Trump, insistindo que a investigação sobre a conivência com os russos é uma "fraude" e uma "caça às bruxas".

Dirigindo-se ao Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara na quarta-feira, Cohen - que foi condenado à prisão por crimes relacionados em parte com seu trabalho para Trump - expressou seu arrependimento por sua lealdade ao presidente no passado.

"Estou envergonhado por ter escolhido participar dos atos ilícitos de Trump ao invés de ouvir minha própria consciência", afirmou Cohen.

"Ele é um racista. Ele é um vigarista. Ele é um trapaceiro", enfatizou.

Cohen disse que estava apresentando provas "irrefutáveis" dos erros de Trump, incluindo um cheque de "suborno" pago a duas mulheres pouco antes da eleição de 2016.

Ele também revelou que sabia de antemão em 2016 que o WikiLeaks publicaria material para prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton.

Além disso, denunciou que Trump dirigiu as negociações para construir uma Trump Tower em Moscou durante a campanha eleitoral de 2016, apesar de negar qualquer vínculo comercial com os russos.

Mas Cohen, de 52 anos, também afirmou que não tinha provas diretas de que Trump ou sua campanha de 2016 firmaram acordo com os russos, tema que está sendo investigado pelo Departamento de Justiça e pelo Congresso.

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