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Japão condena o "barão do bitcoin"

2019-03-15T10:35:00

15/03/2019 10h35

Tóquio, 15 Mar 2019 (AFP) - Um tribunal de Tóquio condenou o francês Mark Karpelès, conhecido como "o barão do bitcóin", acusado de fraude, a dois anos e meio de prisão com suspensão condicional da pena.

A pena ficou muito abaixo dos 10 anos de prisão solicitados pelo promotor contra o homem que dirigiu, até a falência em 2014, a empresa MtGox, que se tornou a maior casa de intercâmbio de bitcoins no mundo.

Karpelès, 33 anos, declarou ser inocente. Ele foi levado a julgamento por abuso de confiança por supostamente ter manipulado dados e fundos comerciais "com o objetivo de cobrir gastos pessoais, sem cumprir as obrigações de seu cargo".

o francês foi absolvido da acusação de desvio de dinheiro.

Os fatos atribuídos a Karpelès foram revelados por uma investigação sobre o desaparecimento repentino de centenas de milhares de bitcoins.

A MtGox foi, de acordo com o executivo, vítima de um ataque de hackers, o que várias investigações no exterior parecem confirmar.

O tribunal estabeleceu uma diferença entre as acusações e, finalmente, manteve apenas a de falsificação de dados para a criação de uma falsa moeda virtual, com "manifesta vontade de dissimulação".

A atitude, "levando em consideração o valor considerável em jogo, afetou muito a confiança dos usuários", afirmaram os juízes.

Mark Karpelès "abusou de seus conhecimentos como engenheiro de computação e de sua posição e autoridade", completaram os magistrados.

"O veredicto o absolveu totalmente das suspeitas de enriquecimento pessoal e isto é muito importante", disse à AFP seu advogado, Nobuyasu Ogata, ao citar o que informou ser a maior preocupação de seu cliente.

A Promotoria acusava Karpelès de múltiplas transferências de dinheiro da conta da empresa para sua conta bancária para gastos pessoais, simulando empréstimos a curto prazo, sem contrato ou juros.

O tribunal considerou, no entanto, que com o dinheiro ele pagava diversos gastos operacionais da empresa e não abusava de modo indevido dos recursos da companhia.

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