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Internacional

Venezuela denuncia que fundos bloqueados por sanções financiam planos de violência

23/03/2019 17h00

Caracas, 23 Mar 2019 (AFP) - O governo de Nicolás Maduro denunciou neste sábado que os fundos da Venezuela bloqueados por sanções internacionais financiam planos de "ações terroristas", um complô com o qual ele vinculou o líder da oposição Juan Guaidó e seu chefe de gabinete, com o apoio da Colômbia.

O ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodriguez, disse em comunicado televisionado que "informações de inteligência" revelaram que "assassinos contratados" recrutados em El Salvador, Guatemala e Honduras "usando grandes quantias de dinheiro" foram enviados para a vizinha Colômbia para entrar na Venezuela.

Rodriguez acusou Roberto Marrero, assistente de Guaidó, de atuar como "grande organizador" da suposta operação, que teria como objetivos - entre outros - executar "assassinatos seletivos" e "sabotagem" de serviços públicos.

O funcionário divulgou capturas de tela de supostas conversas via WhatsApp entre Marrero e Guaidó em que ele teria coordenado o uso de fundos bloqueados por sanções para financiar grupos irregulares com o apoio do governo do presidente colombiano Ivan Duque.

"Certifica-se, de acordo com essas conversas entre Guaidó e Marrero, que um bilhão, one billion estava sendo alocado" para o pagamento de "criminosos", disse Rodriguez, referindo-se também à quantia em dólares.

Lendo um fragmento desses supostos contatos, Rodriguez disse que Marrero se comunicou com Guaidó depois de se comprometer entregar "entre 500 e 700 mil dólares por dia" a "assassinos".

"Sr. Marrero disse ao senhor Guaidó: 'Pergunte a Duke', assumimos que se refere a Iván Duque (...), 'uma ONG para canalizar os fundos'".

"Marrero busca a intermediação financeira", acrescentou o ministro, que denunciou que as contas do Banesco Panamá e do Bank of America seriam usadas para esse fim.

Guaidó, chefe do parlamento reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, pede à comunidade internacional que mantenha a pressão contra o governo de Maduro com sanções internacionais.

Rodriguez estimou que, por essa razão, cerca de 30 bilhões de dólares da Venezuela foram bloqueados.

erc/lda/cc

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