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EUA pedem que jihadistas da Síria sejam repatriados

25/03/2019 19h55

Washington, 25 Mar 2019 (AFP) - O governo dos Estados Unidos voltou pedir a todos os países que repatriem seus cidadãos que combateram com o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria e que foram capturados pelas forças curdas que derrotaram o autoproclamado "califado", recusando a formação de um tribunal internacional para julgá-los.

As milícias curdas, respaldadas por uma coalizão liderada por Washington, defenderam nesta segunda-feira a criação de um "tribunal internacional especial no nordeste da Síria" para julgar os crimes do EI e lamentaram que "nenhum país" tenha "aceitado repatriar" seus cidadãos que combateram ao lado dos rebeldes.

Ao ser perguntado sobre esta opção, o representante especial dos Estados Unidos para Síria, James Jeffrey, disse que não concordava.

"Não pensamos nisso nesta fase", afirmou Jeffrey em Washington. O governo do presidente Donald Trump multiplicou os ataques contra a justiça internacional, a qual vê como uma ameaça à própria soberania.

A "prioridade" dos EUA consiste em "pressionar os países para que repatriem seus próprios cidadãos, tendo ou não cometido crimes", acrescentou Jeffrey.

As forças curdas estimam em cerca de mil os estrangeiros não oriundos da Síria ou Iraque entre os jihadistas detidos no território sírio.

Há algumas semanas, Washington solicitou aos países de origem desses combatentes (em particular França, Bélgica e Reino Unido) que os repatriem.

Para a opinião pública dessas nações, o eventual retorno dos jihadistas não é bem visto e os governos preferem outras soluções, como a realização de julgamentos no território onde foram detidos.

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