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Austrália quer prender jornalistas que divulgaram informações do caso Pell

26/03/2019 01h21

Sydney, 26 Mar 2019 (AFP) - As autoridades da Austrália solicitaram penas de prisão e multas para 23 jornalistas e grupos de imprensa acusados de violar o sigilo imposto ao caso de pedofilia envolvendo o cardeal George Pell.

A promotoria pediu nesta terça-feira que estes 23 jornalistas e 13 organizações de imprensa sejam processados por ignorar o sigilo decretado pela justiça.

O processo contra Pell correu em sigilo por ordem do juiz Peter Kidd, que proibiu não apenas a divulgação do caso, mas também de sua decisão de mantê-lo em segredo.

Mas após a condenação de Pell, em dezembro passado, por abuso sexual contra dois coroinhas na década de 1990, jornais como New York Times e Washington Post publicaram detalhes do processo, alegando que o juiz não tinha jurisprudência a nível global.

Diante desta situação, órgãos australianos de imprensa se queixaram da censura e alertaram seus leitores na Austrália sobre o sigilo envolvendo um caso de interesse público.

Em contrapartida, juízes australianos justificaram o sigilo para não predispor os jurados do caso.

Entre os jornalistas ameaçados de prisão ou pesadas multas estão o editor do jornal Daily Telegraph e do Australian Financial Review, e os editores de dois jornais de Melbourne.

Também está na mira das autoridades o conglomerado Nationwide News, o maior grupo de imprensa do país, do magnata Rupert Murdoch.

arb/dm/lr

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