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Deputados e jornalistas agredidos por grupos chavistas em Caracas

26/03/2019 20h48

Caracas, 26 Mar 2019 (AFP) - Deputados e jornalistas foram agredidos nesta terça-feira por partidários do chavismo nos arredores do Parlamento venezuelano, após uma sessão presidida pelo opositor Juan Guaidó, segundo congressistas e veículos de comunicação.

"De surpresa, novamente, coletivos (grupos de chavistas) violentos cercaram o Palácio Legislativo, agredindo jornalistas e deputados na presença da Guarda Nacional", disse a imprensa o deputado Simón Calzadilla, referindo-se a grupos civis que a oposição denuncia que receberam armas do governo.

Os incidentes ocorreram após uma sessão na qual Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, rechaçou a chegada no país de militares da Rússia no último fim de semana, alegando que viola a Constituição.

Além disso, o líder parlamentar refutou as denúncias do presidente Nicolás Maduro sobre "ataques" ao sistema elétrico como causa do apagão que afeta a maior parte do país desde a segunda-feira.

Quando os deputados saíram do prédio, os partidários do governo jogaram pedras e soltaram fogos de artifício contra os veículos de alguns dos parlamentares, sem causar feridos, observaram os jornalistas da AFP.

Não houve registros de agressões contra Guaidó

Em meio a confusão, jornalistas venezuelanos e estrangeiros ficaram "sitiados" por cerca de duas horas nos jardins do Congresso, denunciou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP).

Motoristas que trabalham com as equipes das agências Reuters e AP tiveram seus celulares e rádios de comunicação, constatou a AFP. Um carro de uma emissora local foi cercado e atacado pelos civis.

"Exigimos que as autoridades garantam o trabalho jornalístico. A omissão do Estado o faz responsável pelas arbitrariedades e agressões", denunciou a ONG Espaço Público, que defende a liberdade de expressão.

Prisões e agressões contra jornalistas aumentaram em meio a briga pelo poder entre Maduro e Guaidó.

A Espaço Público contabiliza cerca de 50 apreensões de profissionais da imprensa este ano.

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