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Justiça dos EUA nega indenização a militares mortos em atentado no Iêmen

26/03/2019 22h05

Washington, 27 Mar 2019 (AFP) - A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou nesta terça-feira uma decisão que ordenava o Sudão a indenizar as famílias de 17 militares americanos mortos no atentado com explosivos contra o navio USS Cole no Iêmen, em 2000.

A decisão do tribunal se baseou em questões de procedimento: segundo as regulações relacionadas com o julgamento de estados estrangeiros, o governo sudanês deveria ter recebido a intimação na capital Cartum ao invés de recebê-la através de sua embaixada em Washington.

"Nos casos com implicações diplomáticas delicadas, o estado de direito exige o cumprimento de regras estritas", informaram os juízes na decisão que teve oito votos contra um.

No dia 12 de outubro de 2000, um bote inflável carregado com bombas explodiu quando se aproximava da proa do destróier americano que estava atracado em Áden, no Iêmen, para abastecimento.

Na ação, morreram 17 marinheiros americanos, assim como os dois autores do ataque reivindicado pela Al-Qaeda, em um dos primeiros atentados realizados pelo grupo terrorista e seu fundador, Osama bin Laden.

Um tribunal dos Estados Unidos havia determinado que o Sudão, onde foram treinados os dois terroristas suicidas, era o responsável pelo ataque, uma acusação que Cartum sempre recusou.

Em 2012, um juiz de Washington ordenou que o governo sudanês pagasse cerca de 300 milhões de dólares às famílias das vítimas. Outros juízes determinaram que alguns bancos entregassem os ativos do Sudão que detinham para dar início ao pagamento das indenizações.

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