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Três ativistas detidas na Arábia Saudita são libertadas

28/03/2019 13h44

Riade, 28 Mar 2019 (AFP) - A Arábia Saudita libertou, nesta quinta-feira, três das onze mulheres presas no ano passado durante uma operação contra ativistas, informaram uma fonte familiar e o grupo de defesa dos direitos humanos ALQST.

A doutora Rokaya Mohareb e as ativistas Aziza Al Yusef, professora aposentada da Universidade Rei Saudita, e a acadêmica Eman Al Nafjan, foram libertadas após uma segunda audiência na quarta-feira no tribunal criminal de Riad, disse à AFP um parente de uma das mulheres.

A organização de direitos humanos ALQST, com sede em Londres, acrescentou que as demais detidas serão libertadas no domingo.

As condições de sua libertação não estão claras e o tribunal não fez qualquer anúncio, mas o familiar disse que as mulheres, que estão há um ano na prisão, terão que comparecer na próxima quarta-feira quando o julgamento recomeça.

A maioria dessas militantes estava entre as ativistas detidas em maio de 2018, um mês antes da derrogação da medida que impedia as mulheres de dirigir na Arábia Saudita.

Elas foram acusadas de prejudicar os interesses nacionais e de ajudar os "inimigos do Estado".

Seu julgamento intensificou ainda mais as críticas ao reino saudita, após o clamor mundial provocado pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi por agentes sauditas.

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