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Internacional

Trump ameaça fechar fronteira com México 'na próxima semana'

29/03/2019 22h35

O presidente Donald Trump voltou a acusar o México hoje de não impedir o fluxo de emigrantes que entram ilegalmente a Estados Unidos, e ameaçou fechar a fronteira comum na "próxima semana" e "durante muito tempo".

"Se o México não detiver de imediato toda a imigração ilegal que entra nos Estados Unidos através da nossa fronteira sul, estarei fechando a fronteira, ou grandes seções da fronteira, na próxima semana", tuitou Trump.

"Estou muito chateado com o México", disse Trump em Palm Beach, Flórida.

"Amor e paz", se limitou a responder o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, apesar da tensão que supõe um prazo para o fechamento da fronteira entre os dois países.

"Não vamos brigar com o governo dos Estados Unidos. Amor e paz", declarou Obrador em um comício no estado de Veracruz.

"Já dissemos ao próprio presidente Trump que a melhor maneira de se enfrentar o fenômeno migratório é criando empregos e bem-estar na América Central e no México. É assim que se resolve o problema, não de outra forma".

"Na América Central não há opções, não há alternativas e as pessoas tentam ganhar a vida, são direitos humanos, o direito de escapar da miséria, por isto não podemos condenar e emigração".

Na quinta-feira, Trump já havia reclamado que "o México não está fazendo nada para ajudar a impedir o fluxo de imigrantes ilegais para o nosso país", e ameaçado "fechar a fronteira sul".

Trump também acusou os países da América Central, de onde muitos dos migrantes vêm, de inação.

"Do mesmo modo, Honduras, Guatemala e El Salvador pegaram nosso dinheiro durante anos e não fazem nada, os democratas não se importam com essas leis ruins", escreveu.

Trump já fez ameaças semelhantes no passado. Em dezembro, nos primeiros dias do fechamento do governo federal mais longo dos Estados Unidos, ele prometeu fechar a fronteira "completamente" se o Congresso não aprovasse fundos por 5,7 bilhões de dólares para construir um muro.

Depois de uma paralisia orçamentária que durou mais de um mês e se transformou em uma crise política por causa da recusa do Congresso a ceder, Trump reabriu o governo, mas logo após declarou uma emergência nacional para driblar a legislação.

Sua decisão provocou críticas tanto de seus rivais democratas quanto de seus colegas republicanos.

Depois que sua declaração de emergência foi censurada no Congresso pela Câmara, controlada pelos democratas, e pelo Senado - onde os republicanos são a maioria e 12 senadores votaram alinhados com a oposição -, Trump foi forçado a usar pela primeira vez o veto presidencial para avançar com sua iniciativa do muro.

Seus críticos o acusam de abuso de autoridade e de exagerar o problema da fronteira, além de criar um precedente perigoso.

Trump quer destravar o dinheiro para cumprir uma de suas principais promessas de campanha de construir um muro de fronteira, um tema que alimenta cada um de seus atos eleitorais.

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