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Ex-vice americano, Biden se defende de acusação de beijo inadequado

31/03/2019 17h05

Washington, 31 Mar 2019 (AFP) - O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden insistiu, neste domingo, que nunca agiu de forma inapropriada com as mulheres, em meio a uma crescente polêmica sobre um beijo inadequado, que atrapalha suas expectativas de concorrer à Casa Branca.

Aos 76 anos, Biden é claramente o favorito a ganhar a candidatura do Partido Democrata para enfrentar Donald Trump na eleição presidencial de 2020, apesar de ainda não ter sido declarado candidato.

Contudo, vários de seus rivais agora se uniram às acusações de uma ex-legisladora estadual que afirmou ter ficado "mortificada" quando Biden lhe deu um "grande e lento beijo" atrás da cabeça quando ia participar de um comício em Nevada, há cinco anos.

O The New York Post publicou no sábado uma galeria de fotos dos "momentos mais emotivos" de Biden, abraçando e beijando mulheres em eventos públicos durante anos.

A acusadora, Lucy Flores, de 39 anos, disse em nova entrevista que a conduta de Biden significa que não deveria participar da campanha para a Presidência, pouco após o político difundir um comunicado tentando acalmar a repercussão.

"Durante muitos anos de campanha e de vida pública dei inumeráveis apertos de mão, abraços, expressões de afeto, de apoio e de consolo", afirma o comunicado.

"Nem uma única vez, nunca, pensei estar agindo de forma inadequada", afirmou o veterano político, na nota divulgada por seu porta-voz no Twitter.

"Se estão sugerindo que este é o caso, vou escutar respeitosamente. Mas nunca foi minha intenção".

"Pode ser que não lembre desses momentos da mesma forma, e por ser que o que eu ouvir me surpreenda", afirmou no comunicado.

Mas, segundo Biden, os tempos mudaram "e as mulheres sentem que podem e devem contar suas histórias, e os homens devem escutá-las".

Em resposta ao comunicado de Biden, Flores disse estar "contente de que ele queira escutá-la", mas acrescentou que seu comportamento deveria tirá-lo da corrida pela candidatura democrata.

"Para mim, é desqualificador", disse à CNN neste domingo.

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