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Os cinco principais candidatos às eleições legislativas na Espanha

25/04/2019 12h49

Madri, 25 Abr 2019 (AFP) - Do chefe de governo socialista Pedro Sánchez a seu opositor conservador Pablo Casado, passando pelo líder da emergente extrema direita Santiago Abascal, são cinco os principais candidatos que se enfrentam no domingo (25) nas eleições gerais espanholas.

- PEDRO SÁNCHEZ, Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), 47 anos:

É o favorito nas pesquisas, ainda que, em princípio, precise de apoios externos para governar.

Depois de obter um dos piores resultados para o socialismo nas eleições de 2016 e de ser defenestrado da liderança por sua própria sigla, Sánchez retomou as rédeas de seu partido em 2017 e, em junho de 2018, chegou ao poder, graças a uma moção de censura contra o conservador Mariano Rajoy, após uma sentença por corrupção contra seu partido.

À frente de um governo minoritário, apoiado por uma diversa maioria (esquerda radical, nacionalistas bascos e separatistas catalães), este economista convocou eleições antecipadas quando os separatistas, com os quais havia iniciado um diálogo sem sucesso, enterraram seu projeto orçamentário.

Com o Executivo mais feminino da história espanhola (11 mulheres e seis homens), Sánchez deu um golpe de gênio ao abrir as portas ao navio "Aquarius" e seus 630 migrantes depois de chegar ao poder. Depois de anos de severa austeridade, também aumentou o salário mínimo em 22%.

- PABLO CASADO, Partido Popular (PP), 38 anos:

Em julho, tornou-se o líder mais jovem do Partido Popular.

Encarregado da comunicação da sigla com Mariano Rajoy, este político formado em Direito operou uma reviravolta no PP e selou, na região da Andaluzia, um pacto com o Cidadãos (centro direita liberal) e com a extrema direita do Vox para conquistar este histórico reduto socialista.

Se a mesma aliança se mantiver firme no domingo, Casado - que fez uma campanha muito agressiva contra Sánchez, acusando-o de trair a Espanha ao dialogar com os separatistas catalães - pode se tornar o chefe de governo mais jovem da história da Espanha.

Por enquanto, porém, as pesquisas antecipam sua derrota.

- PABLO IGLESIAS, Podemos, 40 anos:

O inconformista ex-professor de Ciência Política busca uma nova vitória, depois de se tornar a terceira força do país em 2015 e de contribuir para o fim do bipartidarismo junto com o Cidadãos.

Nascido no calor do movimento antiausteridade dos "indignados", a legenda de esquerda radical Podemos, que aposta em uma maioria com os socialistas, está desgastada por suas divisões internas. As pesquisas lhe atribuem metade das cadeiras obtidas nas últimas eleições gerais em 2016.

Iglesias também ficou enfraquecido pela polêmica do chalé comprado no ano passado com sua companheira e número dois do partido, Irene Montero.

- ALBERT RIVERA, Cidadãos, 39 anos:

Este barcelonês de centro direita com aspecto de jovem empreendedor defende com unhas e dentes a unidade da Espanha frente aos separatistas catalães, assim como um programa muito liberal - tanto no plano econômico, quanto nos valores.

Depois de anos dedicado à política regional catalã, Rivera saltou para a cena espanhola em 2014 e, no ano seguinte, surgiu como quarta força no Congresso. Sua aposta: superar o confronto entre esquerda e direita.

Agora, depois de inclinar seu discurso para a direita, rejeita qualquer aliança com Sánchez, com quem tentou, porém, formar governo em 2016.

Durante esta campanha, posicionou-se abertamente em favor de governar com o PP.

- SANTIAGO ABASCAL, Vox, 43 anos:

Ameaçado pelo grupo armado basco ETA em sua juventude, este ex-militante do PP quer ser a surpresa eleitoral com o Vox, uma sigla ultranacionalista, anti-imigração e antifeminista. As sondagens lhe concedem, até o momento, mais de 10% dos votos em um país onde a extrema direita era residual.

Desconhecido até poucos meses atrás, Abascal, caracterizado por uma barba impecavelmente aparada e por um olhar penetrante, beneficiou-se de seu hostil discurso contra o separatismo catalão.

Mesmo criticando os meios tradicionais de comunicação e se servindo, principalmente, das redes sociais para fazer campanha, consegue pautar a agenda midiática com suas polêmicas propostas - entre elas, a liberalização da posse de armas.

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