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EUA suspeita de novo ataque químico sírio e ameaça com represálias

2019-05-21T20:14:00

21/05/2019 20h14

Washington, 21 Mai 2019 (AFP) - Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira que há "indícios" de que o governo de Bashar al Assad realizou um novo "ataque" químico na Síria e ameaçaram retaliar.

Em um comunicado, o departamento de Estado cita "um suposto ataque com cloro no noroeste da Síria na manhã do dia 19 de maio".

"Ainda estamos reunindo informações sobre este incidente, mas reiteramos nossa advertência: se o regime de Assad utilizar armas químicas, Estados Unidos e seus aliados responderão rapidamente e de maneira apropriada", declarou Morgan Ortagus, porta-voz da diplomacia americana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou o uso de armas químicas em um limite e ordenou duas vezes ataques contra alvos de Damasco: em abril de 2017, em retaliação a um ataque com gás sarin, e um ano depois, juntamente com a França e o Reino Unido, em resposta a um ataque químico contra civis em Duma.

A porta-voz do Departamento de Estado disse que o novo "suposto ataque" faz parte da "campanha violenta do regime de Assad contra o cessar-fogo que protegeu milhões de civis na província de Idlib".

"Os ataques do regime contra as comunidades no noroeste da Síria devem parar", disse.

"Os Estados Unidos reiteram sua advertência, formulada pelo presidente Trump em setembro de 2018: qualquer ataque à zona de desescalada de Idlib seria uma escalada irrefletida que ameaçaria desestabilizar a região".

Desde o final de abril, as forças sírias e seus aliados russos intensificaram os ataques na província de Idlib, uma área chamada de "desescalada" desde setembro, o que gerou temores de uma ofensiva em grande escala para recuperar o controle sobre o último enclave mantido por grupos jihadistas, incluindo o Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antigo braço sírio da Al-Qaeda).

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