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Reguladores aéreos não definem data sobre retorno do Boeing 737 MAX

23/05/2019 23h35

Fort Worth, Estados Unidos, 24 Mai 2019 (AFP) - A reunião das autoridades de aviação civil de vários países sobre o Boeing 737 MAX terminou nesta quinta-feira, no Texas, sem qualquer previsão sobre o retorno ao serviço destas aeronaves, que permanecem no solo há mais de 70 dias, após dois acidentes aéreos.

"O único calendário que importa é garantir que o avião seja seguro", disse o diretor interino da Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), Dan Elwell. O "diálogo" continuará, especialmente as trocas de informação entre as agências.

Dois acidentes com origem no sistema de estabilização MCAS do 737 MAX, envolvendo aviões da Ethiopian e da Lion Air, deixaram 346 mortos e suspenderam as operações com o aparelho.

Ao menos 60 representantes, de 33 países com companhias que operam com o 737 MAX, participaram da reunião, que durou quase oito horas.

"Não houve críticas", afirmou Elwell sobre a FAA, que após os acidentes foi questionada.

"A discussão foi franca (...). Fizeram muitas perguntas" e "pediram esclarecimentos" sobre os procedimentos americanos.

Segundo Elwell, a decisão sobre o retorno dos 737 MAX será adotada de forma independente por cada país. "Cada país tomará sua própria decisão".

Até o problema com o 737 MAX, prevalecia um sistema de reciprocidade no qual as demais agências reguladoras de aviação seguiam a orientação da autoridade de origem, neste caso a FAA.

Na quarta-feira, Elwell informou que as correções no sistema MCAS ainda não foram apresentadas oficialmente pela Boeing à FAA.

A Boeing anunciou - na semana passada - a conclusão das alterações exigidas pela FAA e que o novo sistema estava pronto para ser certificado.

A FAA apresentou novas questões à Boeing, o que explica o atraso, precisou Elwell na véspera, acrescentando: "ainda não determinamos qual será o treinamento final dos pilotos".

Estados Unidos e Canadá discordam sobre o treinamento mais adequado para os pilotos do 737 MAX.

As autoridades americanas avaliam que um treinamento em computador ou iPad é o suficiente para pilotos experientes, enquanto o regulador canadense quer o uso obrigatório do simulador.

lo/iba/lr

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