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Ex-marine dos EUA denuncia 'ameaças e abusos' em prisão russa

2019-05-25T11:01:00

25/05/2019 11h01

Moscou, 25 Mai 2019 (AFP) - Um ex-marine americano preso sob a acusação de espionagem em Moscou denunciou que tem sido vítima de abuso e assédio na prisão.

Paul Whelan está preso na Rússia desde dezembro e é acusado de "um ato de espionagem".

Um tribunal de Moscou prorrogou na sexta-feira sua detenção preventiva por mais três meses.

Whelan se dirigiu à mídia em sua cela e acusou as autoridades russas de tratá-lo como um "prisioneiro de guerra".

"Eu fui ameaçado, minha segurança pessoal foi ameaçada. Estou sendo submetido há abusos e assédio constantemente", disse Whelan segundo um vídeo da BBC.

O detento afirmou que foi privado de banho, tratamento médico, correspondência e livros.

"Eles estão me privando de tudo. Essa é uma típica técnica aplicada a prisioneiros de guerra, o primeiro capítulo do isolamento", disse Whelan.

A equipe de defesa de Whelan, que também possui passaportes canadense, irlandês e britânico, argumentou que o acusado foi vítima de uma armadilha de um conhecido que lhe entregou um cartão de memória, que supostamente continha fotos de férias.

Seu advogado Vladimir Zherebenkov disse que não houve ameaças de morte, apenas más condições de detenção e uma ameaça de falsa condenação.

Whelan está entre os detentos que poderiam fazer parte de uma troca de prisioneiros, possivelmente pela russa Maria Butina, que foi condenada a 18 meses de prisão no mês passado nos Estados Unidos depois de admitir a acusação de conspiração.

No entanto, um diplomata russo afirmou neste sábado que a troca de Whelan por Butina não está na mesa. "Ele ainda não foi condenado", disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Riabkov, segundo as agências de notícias russas.

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