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Trump Jr. volta a depôr no Congresso e nega perjúrio

2019-06-12T17:56:00

12/06/2019 17h56

Washington, 12 Jun 2019 (AFP) - Donald Trump Jr. concluiu nesta quarta-feira (12) um segundo depoimento com congressistas americanos, que o interrogaram sobre seus contatos com os russos. O filho mais velho do presidente dos Estados Unidos descartou as preocupações sobre ter cometido perjúrio em seu depoimento de 2017.

Trump, de 41 anos, estava tranquilo depois de deixar a sessão de três horas realizada a portas fechadas com o Comitê de Inteligência do Senado e parte de uma investigação de dois anos de um painel liderado pelos republicanos sobre o assunto. Interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

"Nada a corrigir", disse à imprensa Trump Jr. ao chegar ao Capitólio para uma audiência de quatro horas de duração. O empresário, de 41 anos, é quem administra a Trump Organization, grupo de companhias que durante décadas foi liderado por seu pai.

Depois de seu depoimento, ele reforçou que havia sido consistente em seu testemunho.

"Não acho que algo tenha mudado em relação ao que eu disse porque não havia nada que mudar", disse.

"Me alegra que isso tenha terminado e que possamos esclarecer finalmente".

Quando jornalistas perguntaram se ele estava preocupado por possíveis acusações de perjúrio, Trump Jr. respondeu: "Não, absolutamente".

O empresário foi questionado sobre seu papel na organização de uma reunião na Trump Tower em junho de 2016, onde estiveram presentes o assessor da Casa Branca e genro de Trump, Jared Kushner, o então chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, e uma advogada russa que ofereceu informação "suja" sobre a candidata democrata Hillary Clinton.

Na quarta-feira, Trump Jr. proporcionou um "esclarecimento" ao painel de inteligência após a publicação, em abril, relatório do procurador especial Robert Mueller sobre a Rússia. Nessa investigação detalha-se como o ex-advogado do presidente Michael Cohen lembrou que Trump Jr. poderia ter falado com seu pai sobre uma reunião para colher "informação adversa" para Clinton.

Atualmente, Cohen cumpre uma sentença na prisão por violações de financiamento de campanha e por mentir ao Congresso, algo que Trump Jr. destacou quando defendeu seu testemunho anterior.

Alguns democratas suspeitam de que o filho do presidente possa ter mentido sobre o que ele e seu pai sabiam a respeito dessa reunião, ocorrida em junho de 2016.

Segundo a imprensa americana, os senadores também questionarão Trump Jr. sobre um projeto para construir uma Trump Tower em Moscou.

Em maio, o presidente Trump disse estar "muito surpreso" por esta nova convocação recebida por seu filho.

O presidente do painel, o senador republicano Richard Burr, enfrentou críticas de seu próprio partido por solicitar que Trump Jr. testemunhasse pela segunda vez, devido a discrepâncias entre seu depoimento original de 2017 e o de outras testemunhas.

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