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Senado discute decreto que facilita porte de armas no Brasil

2019-06-18T20:47:00

18/06/2019 20h47

Brasília, 18 Jun 2019 (AFP) - O Senado brasileiro começou a debater nesta terça-feira a revogação do decreto de Jair Bolsonaro que facilita o porte de armas no Brasil, firmado em maio pelo presidente.

Os 81 senadores deverão se pronunciar sobre um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que defende a suspensão do decreto presidencial.

Mais cedo, Bolsonaro pediu aos senadores e deputados que não derrubem o decreto.

"Quero fazer um apelo aos deputados e senadores, nossos eternos aliados. O Senado e a Câmara vão discutir a questão do decreto das armas. A segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos por decreto o porte de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade de vocês. Não deixem esses dois decretos morrerem na Câmara ou no Senado. Nossa vida é muito importante...", disse o presidente.

Se o Senado aprovar o parecer da CCJ, o decreto de Bolsonaro ficará sem efeito. Do contrário, passará ao debate na Câmara dos Deputados.

Em seu decreto, Bolsonaro autoriza o porte de armas para políticos, agricultores, caminhoneiros, caçadores e praticantes de tiro esportivo, entre outros, e elevou de 50 para 5 mil a quantidade de munição que pode ser comprada anualmente pelos proprietários de armas.

Após parecer negativo da CCJ na semana passada, Bolsonaro pediu aos seus seguidores na redes sociais pressão sobre os senadores para manter o decreto, o que irritou vários legisladores.

"O povo deve ter o direito às armas para se defender daqueles que ousem tirar a sua liberdade", declarou o presidente.

Apesar da intensa campanha promovida nos últimos dias nas redes sociais, nesta terça-feira Bolsonaro disse aos jornalistas que aceitaria uma derrota no Legislativo: "Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô".

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