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México ratifica tratado de livre comércio com EUA e Canadá

2019-06-19T22:02:00

19/06/2019 22h02

México, 20 Jun 2019 (AFP) - O México ratificou nesta quarta-feira o novo acordo de livre comércio com Canadá e Estados Unidos (T-MEC), tornando-se o primeiro signatário a aprová-lo, apesar das tensões com o presidente americano, Donald Trump.

O Senado aprovou o T-MEC por 114 votos a favor, 4 contra e 3 abstenções.

Este tratado "significa investimento estrangeiro no México, empregos no México, ter garantido o comércio das mercadorias que produzimos nos Estados Unidos", disse o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, em um vídeo divulgado no Twitter.

"O México manda uma clara mensagem a favor de uma economia aberta e de aprofundar sua integração econômica na região", afirmou o ministério da economia.

Por se tratar de um acordo internacional, não precisa ser discutido na Câmara dos Deputados. Assim, o México tornou-se o primeiro dos signatários a ratificar o tratado, enquanto o Canadá espera fazer o mesmo após a ratificação dos Estados Unidos.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, discutirá o tratado com Donald Trump, em Washington.

Na tarde desta quarta-feira, Trump felicitou López Obrador pela ratificação do tratado no México.

"Felicidades ao presidente López Obrador. O México votou por ratificar o T-MEC hoje por uma grande margem. É hora do Congresso fazer o mesmo aqui", postou Trump no Twitter.

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, celebrou a ratificação mexicana.

"A ratificação do T-MEC no México é um passo crucial e felicito o presidente López Obrador e o Senado mexicano por essa conquista histórica", disse Lighthizer.

O novo tratado abarca questões como direitos trabalhistas, comércio digital, medidas contra a corrupção, pequenas e médias empresas e meio ambiente, resumiu o senador Héctor Vasconcelos, do partido Morena, o mesmo de López Obrador.

- Tensões -A ratificação acontece em meio a tensões entre o México e os Estados Unidos.

Na semana passada, a oposição no Senado adiou a votação do T-MEC em comissões até que o ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, explicasse as negociações migratórias com Washington, temendo que o México se comprometesse a ser um "terceiro país seguro".

O compromisso significaria que imigrantes que tiveram o pedido de refúgio negado nos EUA poderiam ser reenviados ao México, um terceiro país "seguro". Na sexta-feira, Ebrard negou ao Congresso que fosse esse o caso.

Uma minoria de legisladores expressaram seu desacordo com o novo tratado, argumentando que promove a desigualdade através de um modelo capitalista baseado na "mão de obra barata".

O T-MEC foi concluído com o México e o Canadá em 30 de novembro e substituirá o Nafta, vigente há 25 anos.

O T-MEC estabelece mudanças, especialmente para o poderoso setor automotivo, nas normas de origem e impõe maiores compras de componentes americanos, além de obrigar o México a revisar suas leis trabalhistas e elevar os salários do setor

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