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Polêmica em Israel por liberdade para palestino acusado de pedofilia

25/06/2019 15h58

Jerusalém, 25 Jun 2019 (AFP) - A justiça militar israelense ordenou nesta terça-feira (25) a libertação de um palestino acusado de estupro de uma menina judia, uma medida que provocou fortes reações em parte da classe política de Israel.

Apesar da decisão ter sido motivada por falhas na investigação,

descobertas pela imprensa, a liberdade concedida ao palestino Mahmud Katusa, de 46 anos, acusado de sequestro e estupro de uma menina judia de sete anos na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, foi criticada pelo ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, que havia pedido uma investigação sobre a possibilidade do crime ter sido motivado pelo ódio contra os israelenses propagado pelas autoridades palestinas na Cisjordânia. O advogado de Katusa sempre defendeu a inocência de seu cliente.

Já o ex-ministro Avigdor Lieberman, líder do partido nacionalista laico, declarou que "este não é um ato pedófilo, é puro terrorismo", para em seguida defender seu projeto de lei de pena de morte para palestinos autores de ataques anti-israelenses.

Os palestinos da Cisjordânia são julgados por tribunais militares israelenses. Até hoje, toda pena capital pronunciada pelos tribunais militares na Cisjordânia nunca foi aplicada ou confirmada em apelação.

mib-lal/hj/eg/mb/mvv

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