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Caracas diz que ex-chefe de Inteligência foi pago para apoiar rebelião

A crise do governo de Nicolás Maduro carrega um dilema para a esquerda da América do Sul - Getty Images
A crise do governo de Nicolás Maduro carrega um dilema para a esquerda da América do Sul Imagem: Getty Images

26/06/2019 18h54

O governo venezuelano acusou nesta quarta-feira seu ex-chefe de Inteligência Cristopher Figuera, que se encontra nos Estados Unidos, de receber "centenas de milhões de dólares" para apoiar a tentativa de golpe militar contra o presidente Nicolás Maduro em abril.

Figuera "se revelou um mercenário (...) e cobrou centenas de milhões de dólares" para libertar o líder opositor Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar, afirmou o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, após o ex-chefe de Inteligência acusar Maduro de liderar uma "empresa do crime".

Na primeira reação do governo às declarações de Figuera ao jornal The Washington Post, Rodríguez acrescentou que ele também cobrou para libertar o ex-chefe policial Iván Simonovis, que cumpria em casa uma pena de 30 anos por dois assassinatos ocorridos durante a tentativa de golpe de Estado contra o finado presidente Hugo Chávez, em 2002.

Figuera, general do Exército e antigo chefe da segurança de Chávez, denunciou ao Washington Post graves fatos de corrupção, incluindo negócios ilícitos com ouro envolvendo Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente.

"Me dei conta de que Maduro é o chefe de uma empresa do crime", declarou ao jornal.

O general fugiu para a Colômbia e depois para os Estados Unidos após fracassar a tentativa de golpe de 30 de abril, liderada pelo opositor Juan Guaidó.

López - refugiado na residência do embaixador espanhol - e Simonovis - atualmente em Washington - foram indultados por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

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