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Croata Marija Pejcinovic Buric, eleita secretária-geral do Conselho da Europa

26/06/2019 17h54

Estrasburgo, França, 26 Jun 2019 (AFP) - A ministra de Assuntos Exteriores e Europeus da Croácia, Marija Pejcinovic Buric, foi eleita nesta quarta-feira (26) secretária-geral do Conselho da Europa para os próximos cinco anos.

Buric contou com 159 votos a favor dos 268 depositados e, Estrasburgo pelos deputados da Assembleia parlamentar do Conselho da Europa (APCE), uma organização lastrada atingida nos últimos anos por uma longa crise com a Rússia.

Marija Pejcinovic Buric, de 56 anos, tinha como rival o ministro belga das Relações Exteriores Didier Reynders, que arrecadou 105 votos, informou a presidente da ABCE Liliane Maury Pasquier.

A ministra croata substituirá o ex-primeiro-ministro norueguês, Thorbjørn Jagland, primeiro secretário-geral da organização.

Eleito por um período de cinco anos, o secretário-geral do Conselho da Europa responde a 47 Estados-membros. A instituição tem como missão principal a defesa dos direitos humanos, a democracia e o Estado de direito.

No anúncio dos resultados, a croata foi aplaudida por muito tempo no hemiciclo.

"Durante meu mandato como secretária-geral, prestarei especial atenção a todas as questões de não discriminação, particularmente de mulheres e crianças", disse ele logo após sua eleição.

Segunda mulher a ocupar o cargo desde a francesa Catherine Lalumière em 1989, Marija Pejcinovic Buric ocupará as altas funções do Conselho da Europa com outra mulher orginária dos Balcãs, já que a bósnia Dunja Mijatovic é desde 2018 Comissária para os direitos humanos.

Ministra dos Negócios Estrangeiros desde junho de 2017 e também vice-primeira-ministra, Marija Pejcinovic Buric é considerada na imprensa croata como "muito profissional", trabalhadora e técnica e discreta.

Por vezes confundido com o Conselho Europeu (da UE), o Conselho da Europa, promovido pelo então primeiro-ministro britânico Winston Churchill após a Segunda Guerra Mundial, reúne mais países do que a UE, já que também participam do órgão Turquia, Armênia, Azerbaijão e Suíça, e desde os anos 90 quase todos antigos países comunistas da Europa Oriental, o primeiro deles a Rússia.

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