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Túmulos no Vaticano onde poderia estar jovem desaparecida se revelam vazios

11/07/2019 08h07

Os túmulos de duas princesas mortas no século XIX, abertos hoje na esperança de encontrar os restos de uma adolescente desaparecida misteriosamente em Roma há 36 anos, estão completamente vazios, anunciou o Vaticano em um comunicado.

A pedido da família da desaparecida Emanuela Orlandi, apresentado após seu advogado receber uma mensagem enigmática, o Vaticano autorizou a abertura esta manhã dos dois túmulos de um cemitério alemão da Cidade do Vaticano.

A Santa Sé anunciou, porém, que não só os túmulos não contêm os restos mortais de Emanuela Orlandi, mas também não contêm os de duas princesas que deveriam estar enterradas no local.

"As buscas tiveram um resultado negativo: nenhum resto humano, nem urna funerária, foram encontrados", anunciou em um comunicado o diretor de comunicação do Vaticano, Alessandro Gisotti.

O túmulo da princesa Sophie von Hohenlohe (morta em 1836) revelou um vasto cômodo subterrâneo vazio, de quatro metros quadrados.

A sepultura de Charlotte-Frédérique de Mecklembourg (morta em 1840) também está vazio.

As famílias das duas princesas, que autorizaram a abertura dos túmulos, "foram informadas da conclusão das buscas", indicou o Vaticano.

Os arquivos estão sendo conferidos para descobrir a natureza das obras de reestruturação realizadas no antigo cemitério, algumas no final do século XIX, outras entre as décadas de 1960 e 1970.

Emanuela Orlandi, de 15 anos, foi vista pela última vez em 22 de junho de 1983, quando deixava uma aula de música em Roma.

Este caso não resolvido nunca deixou de fascinar os italianos, inspirando teorias da conspiração envolvendo a máfia e o Vaticano.

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