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Catar diz ter vendido em 1994 um míssil encontrado na Itália

16/07/2019 21h51

Doha, 17 Jul 2019 (AFP) - O governo do Catar anunciou nesta terça-feira que um míssil descoberto pela polícia na Itália um dia antes pertencia ao exército do país oriental e foi vendido para uma terceira nação em 1994.

"O Catar trabalha junto com as partes envolvidas, a Itália inclusive, para descobrir o que aconteceu, e está muito preocupado com um míssil vendido há 25 anos ter acabado nas mãos de uma terceira parte não estatal", informou no Twitter a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Lolwah al Jater.

Na segunda-feira, a polícia italiana apreendeu em Turim um arsenal que incluía um míssil ar-ar e armas de diferentes calibres com simpatizantes da extrema-direita.

A operação antiterrorista investigava italianos "de ideologia extremista" que lutaram ao lado de rebeldes pró-russos contra tropas ucranianas.

O míssil estava em perfeito estado e é de um modelo utilizado pelo Exército do Catar, de acordo com as informações oficiais.

As autoridades encontraram também 20 sofisticadas armas, entre elas rifles de assalto automáticos de "última geração" e grande quantidade de munição e de objetos de propaganda neonazista.

Na ação, três pessoas foram detidas: Fabio Del Bergiolo, de 50 anos, ex-candidato do movimento neofascista Forza Nuova; um suíço, de 42; e um italiano, de 51, que estavam perto do aeroporto de Forli (nordeste). A polícia suspeita de que os homens estavam tentando vender o míssil.

O míssil Mantra Super 530 F é uma versão atualizada do modelo R530, em serviço desde 1980, com um alcance de 25 km e uma carga explosiva de 30 quilos.

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