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Trump reitera seus ataques contra quatro congressistas democratas

21/07/2019 12h09

Washington, 21 Jul 2019 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou neste domingo seus ataques contra quatro congressistas democratas de origem estrangeira, as quais qualificou como "fracas e instáveis" e pediu que apresentassem "desculpas aos Estados Unidos".

"Não creio que as quatro congressistas sejam capazes de amar o nosso país", tuitou o presidente americano sobre Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Ayanna Pressley e Tashida Tlaib.

"Deveriam apresentar suas desculpas aos Estados Unidos (e Israel) pelas horríveis e odiosas coisas que disseram", adicionou. "Destruíram o Partido Democrata, mas são pessoas fracas e instáveis que não poderão destruir de maneira nenhuma nossa grande nação!".

Trump passou uma semana recebendo críticas pelos ataques às congressistas, a quem aconselhou várias vezes retornar aos países de onde vieram, embora três delas tenham nascido nos Estados Unidos.

Ocasio-Cortez (Nova York), Omar (Minnesota), Pressley (Massachusetts) e Tlaib (Michigan) responderam no início da semana, denunciando os ataques do presidente como "abertamente racistas".

Na terça-feira, a Câmara dos Deputados do Congresso, de maioria democrata, adotou uma moção para condenar "firmemente os comentários racistas" de Trump, que ganhou críticas de líderes estrangeiros, como da chanceler alemã, Angela Merkel.

No entanto, as críticas não freiam o presidente americano, que parece disposto a manter esse tipo de discurso para mobilizar sua base eleitoral à reeleição durante as presidenciais de 2020.

Na quarta-feira, um comício do presidente na Carolina do Norte provocou um escândalo quando seus seguidores começaram a gritar "Devolva!", sobre Ilhan Omar, filha de refugiados somalis.

Trump se distanciou um pouco do ocorrido, para assegurar que não havia gostado daqueles gritos.

Após as eleições de meio mandato, nas quais se converteu em uma das primeiras mulheres muçulmanas elegidas pelo Congresso, junto a Rashida Tlaib, Omar provocou polêmicas com comentários sobre Israel, que vários parlamentares condieraram anti-semitas.

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