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Altos níveis de chumbo são encontrados na água de cidade próxima a Nova York

Autoridades estão distribuindo água mineral gratuitamente a 15.000 pessoas em Newark, nos EUA - SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Autoridades estão distribuindo água mineral gratuitamente a 15.000 pessoas em Newark, nos EUA Imagem: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

15/08/2019 21h00

Funcionários ambientais da cidade americana de Newark descobriram, nesta quinta-feira, altos níveis de chumbo na água da torneira de um centro urbano próximo a Nova York, intensificando uma crise crescente no local.

Milhares de pessoas em Newark - uma cidade em Nova Jersey com uma população predominantemente hispânica e branca - receberam o aviso de beber apenas água mineral, depois de que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, sigla em inglês) descobriu que os filtros não estavam extraindo o chumbo adequadamente.

A situação foi comparada com a crise da água da cidade industrial de Flint, Michigan, que se tornou um símbolo da injustiça social nos Estados Unidos.

As autoridades estão distribuindo água mineral gratuitamente a 15.000 pessoas em Newark, que tem 280.000 residentes e fica a alguns quilômetros da cidade de Nova York.

Os políticos locais estão tentando resolver a crise, cujos primeiros sinais de advertência chegaram em 2017. Também estão pedindo a intervenção do presidente Donald Trump.

"Necessitamos que o governo federal faça sua parte e faça valer seu peso", disse na quarta o governador democrata, Phil Murphy.

Newark, conhecida por seu aeroporto internacional e suas altas taxas de criminalidade, tinha distribuído 40.000 filtros de água a seus moradores recentemente.

Testes recentes realizados em três casas revelaram que o nível de chumbo estava acima da taxa considerada aceitável pela EPA.

A chefe de meio ambiente de Nova Jersey, Catherine McCabe, se dirigiu a Washington nesta quinta para se reunir com o diretor da EPA.

O escândalo de contaminação com chumbo em Flint, uma cidade de Michigan economicamente deprimida e de população majoritariamente afro-americana, começou em 2014. Doze pessoas morreram e milhares de crianças foram intoxicadas.

Para reduzir o déficit administrativo, oficiais do governo decidiram mudar sua fonte de água potável e começaram a abastecer a cidade a partir do rio Flint, cuja água é mais corrosiva e não foi tratada adequadamente para circular pela velha rede de abastecimento local.

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