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Tufão Hagibis provoca uma morte no Japão

Tóquio se prepara para a chegada de tufão - Odd Andersen/AFP
Tóquio se prepara para a chegada de tufão Imagem: Odd Andersen/AFP

12/10/2019 02h04

Resumo da notícia

  • Homem de 49 anos foi encontrado morto em uma caminhonete em Chiba
  • 1,6 milhão de pessoas devem ser evacuadas no Japão
  • Previsão é de ventos acima de 200 km/h

O tufão Hagibis fez sua primeira vítima neste sábado (12) no Japão, onde mais de 1 milhão de pessoas receberam orientação para abandonar suas casas diante dos fortes ventos e chuvas torrenciais.

"Um homem de 49 anos foi encontrado morto em uma caminhonete virada. Foi levado a um hospital, onde se confirmou seu falecimento", disse à AFP Hiroki Yashiro, porta-voz do departamento de Bombeiros de Ichihara, na província de Chiba.

Ao meio-dia já havia determinações de evacuação não obrigatórias para 1,6 milhão de pessoas, com atenção especial para idosos, pessoas com problemas de saúde e crianças.

A agência meteorológica do Japão (JMA) prevê rajadas de vento de até 216 km/h para a manhã deste sábado, horas antes de Hagibis chegar ao centro e leste do Japão, incluindo a densamente povoada região de Tóquio.

A JMA antecipou "ventos brutais e um mar violento" na madrugada de domingo (13) em muitas regiões do país.

"Pedimos que tomem medidas de precaução para proteger suas vidas e as de suas famílias", declarou uma fonte da JMA durante uma coletiva de imprensa.

Também são esperadas fortes chuvas em algumas regiões, com, por exemplo, 500 mm em 24 horas na área de Tóquio e até 800 mm no centro do país, de acordo com a JMA.

No início de setembro, a região de Tóquio foi atingida pelo poderoso tufão Faxai, com rajadas superiores a 200 km/h.

Faxai causou pelo menos duas mortes e mais de cem feridos e danificou dezenas de milhares de casas e inúmeras infraestruturas elétricas.

Na prefeitura de Chiba, periferia de Tóquio, quase 1 milhão de residências ficaram sem energia e, em dezenas de milhares delas, a corrente elétrica só retornou duas semanas depois.

O governo japonês, que foi fortemente criticado por sua administração da crise na passagem do Faxai, disse na sexta-feira (11) que está em alerta.

O primeiro-ministro Shinzo Abe ordenou que sejam "tomadas todas as medidas possíveis para garantir a segurança do povo", segundo o porta-voz do executivo, Yoshihide Suga.

As autoridades temem que tufão gere caos nos transportes, coincidindo com um longo fim de semana no Japão, no qual muitos habitantes planejavam viajar de trem ou avião porque na próxima segunda-feira é feriado no país.

As duas principais companhias aéreas, JAL e ANA, cancelaram várias centenas de voos regulares neste sábado, principalmente domésticos.

Todos os trens de alta velocidade (Shinkansen) entre Tóquio e Nagoya foram cancelados e também os que ligam Nagoya e Osaka (oeste).

As fábricas do país também se adaptaram, como a Toyota, que previa o fechamento de três de suas unidades neste sábado, segundo a agência de imprensa Kyodo.

Os dois parques de diversões da Disney em Tóquio também fecharão neste sábado, disse à AFP um porta-voz da empresa que os administra, a Oriental Land.

Os organizadores do Grande Prêmio de Fórmula 1 de Suzuka, perto de Nagoya (centro da cidade), cancelaram todo o programa deste sábado: os treinos livres foram limitados a sexta-feira e os de classificação para domingo de manhã, pouco antes do início da corrida.

Duas partidas da Copa do Mundo de Rúgbi marcadas para este sábado foram canceladas na quinta-feira: França-Inglaterra em Yokohama e Nova Zelândia-Itália, encontros que atrairiam cerca de 115.000 espectadores.

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