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Democratas avançam na investigação contra o presidente Trump

16/10/2019 05h56

Washington, 16 Out 2019 (AFP) - Os democratas afirmaram na terça-feira que estão acumulando provas para o impeachment do presidente americano Donald Trump em uma série de audiências legislativas, apesar da reiterada recusa da Casa Branca a cooperar com a investigação.

Enquanto a Casa Branca e o advogado pessoal do presidente, Rudy Giuliani, se recusam a enviar ao Congresso documentos sobre o caso ucraniano, o legislador que comanda a investigação na Câmara de Representantes, Adam chiff, disse que cinco testemunhas confirmaram as acusações de abuso de poder que poderia justificar o início do julgamento político de Trump.

Os democratas da Câmara de Representantes avançam na investigação para determinar se Trump abusou de sua posição durante a ligação telefônica de 25 de julho em que pediu para o colega ucraniano Volodimir Zelenski investigar o democrata Joe Biden, um seu potencial adversário na eleição de 2020.

"Fizemos um avanço importante com respostas a várias perguntas sobre a ligação de julho, na qual o presidente dos Estados Unidos tentou coagir um aliado vulnerável a conduzir o que pode ser descrito como um simulacro de investigação de seu oponente", declarou Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Representante.

"Houve muito trabalho de preparação antes da ligação e aconteceram muitas atividades de acompanhamento depois", completou.

Schiff disse que a investigação ainda está obtendo "boas e importantes informações de testemunhas corajosas", uma referência particular à audiência de segunda-feira a portas fechadas da diplomata Fiona Hill, que foi assessor da Casa Branca para Ucrânia e Rússia até o verão passado.

Hill afirmou em um depoimento de 10 horas que Giuliani executava uma política externa oculta para beneficiar pessoalmente o presidente, segundo a imprensa americana.

O jornal New York Times informou que Hill declarou que seu então chefe, o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, advertiu que Giuliani era "uma granada de mão" que "explodiria a todos".

Bolton, demitido em setembro, supostamente comparou os esforços do advogado do presidente e do chefe de gabinete interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, com as "ações de narcotraficantes", segundo Hill.

Os democratas estão convencidos de que Rudy Giuliani estabeleceu as "bases" para a ligação telefônica entre Trump e o presidente ucraniano.

Donald Trump, que repete que a conversa com Zelenski foi "perfeita", criticou na terça-feira a investigação, depois que os democratas interrogaram um funcionário do Departamento de Estado especializado na Ucrânia.

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