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Governo sinaloense condena violência em operação contra filho de El Chapo

23/10/2019 17h55

México, 23 Out 2019 (AFP) - O governo do estado mexicano de Sinaloa, Quirino Ordaz, condenou nesta quarta-feira (23) a forma como foi realizada a operação frustrada para deter o filho do traficante Joaquín "Chapo" Guzmán na quinta-feira passada e a violência que provocou.

"Condenamos que a operação tenha sido realizada como foi, lamentamos a situação, tudo o que ocorreu (...) nos enche de coragem e impotência", disse Ordaz, do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Na quinta-feira passada, em Culiacán, capital de Sinaloa, forças federais lançaram uma operação contra Ovidio Guzmán, filho do Chapo, a quem conseguiram capturar. Mas no mesmo dia, tiveram que libertá-lo depois que o cartel de Sinaloa respondeu, provocando uma batalha campal nas ruas da cidade, algo nunca visto nas décadas em que o México tem combatido o narcotráfico.

Ordaz afirmou que Sinaloa "estava tranquila, Culiacán estava em paz" e que houve avanços no combate ao estigma da violência que marca esse estado, que se estende ao longo da costa do Pacífico norte mexicano e onde nasceram os maiores narcotraficantes del país.

O governador criticou não ter sido informado da operação e destacou que tinha mantido contato com o gabinete de segurança.

Indicou, ainda, que foram enviados 400 elementos as forças federais para resguardar Culiacán e afirmou que a cidade tinha recuperado seu habitual ritmo de vida.

Na terça-feira, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, admitiu que não estava a par da operação fracassada, que desatou várias críticas, pois foi considerada uma humilhação para o Estado mexicano.

El Chapo Guzmán, que chegou a ser considerado o narcotraficante mais poderoso do mundo, foi extraditado aos Estados Unidos em janeiro de 2017.

Após um período de disputas internas, seus filhos assumiram o controle do cartel de Sinaloa, junto com seu cofundador, Ismael "El Mayo" Zambada.

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