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Mais de 100 presos do EI fugiram na Síria, diz enviado dos EUA

Imagem feita de fumaça subindo na cidade de Ceylanpinar, na Turquia, perto de fronteira com a Síria - Ozan Kose/AFP
Imagem feita de fumaça subindo na cidade de Ceylanpinar, na Turquia, perto de fronteira com a Síria Imagem: Ozan Kose/AFP

23/10/2019 12h37

Mais de 100 prisioneiros do grupo extremista Estado Islâmico (EI) escaparam na Síria em meio ao caos causado pela ofensiva turca contra os curdos - afirmou o enviado do Departamento de Estado americano à Síria, James Jeffrey, nesta quarta-feira (23).

"Diríamos que o número agora é superior a 100. Não sabemos onde eles estão", afirmou Jeffrey, ao ser questionado sobre o tema pelo Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes (Deputados) dos EUA.

A Turquia lançou uma operação militar na Síria, depois que o presidente Donald Trump concordou em retirar as tropas americanas, aliadas das Forças Democráticas da Síria (FDS). Liderado pelos curdos, este grupo apoiou a luta contra o Estado Islâmico.

Jeffrey disse que os combatentes curdos ainda estavam mantendo presos do grupo extremista, apesar dos avisos de que precisariam dedicar seus recursos para combater a Turquia.

"Quase todas as prisões que as FDS estavam vigiando ainda estão garantidas. As FDS ainda têm pessoas lá. Estamos monitorando isso da melhor maneira possível", afirmou.

"Ainda temos pessoas na Síria trabalhando com as FDS, e uma das prioridades são essas prisões", reforçou.

Os combatentes curdos deixaram uma importante área de fronteira, no âmbito de um acordo mediado pelos Estados Unidos com a Turquia para encerrar a ofensiva de Ancara na região.

A Turquia liga os combatentes curdos sírios aos separatistas do PKK em casa, os quais são considerados um grupo terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

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