Topo

Suposto assassino que motivou protestos em Hong Kong deixa a prisão

Chan Tong-kai, cidadão de Hong Kong acusado de matar a namorada em Taiwan no ano passado - Tyrone Siu/Reuters
Chan Tong-kai, cidadão de Hong Kong acusado de matar a namorada em Taiwan no ano passado Imagem: Tyrone Siu/Reuters

Em Hong Kong

23/10/2019 06h28

O homem acusado de assassinato cuja extradição para Taiwan deu início ao movimento de protestos em Hong Kong há quase cinco meses foi colocado em liberdade hoje na ex-colônia britânica, onde será obrigado a permanecer.

A crise em Hong Kong começou com os protestos contra um projeto de lei, atualmente suspenso, que permitiria extradições para a China continental.

O Poder Executivo de Hong Kong apresentou o projeto de lei após o assassinato de uma mulher, supostamente cometido por seu namorado Chan Tong-kai em fevereiro de 2018 em Taiwan, onde o casal passava férias.

Chan fugiu e retornou para Hong Kong, já que a polícia de Taipé não poderia prendê-lo devido à falta de um acordo de extradição entre a ex-colônia britânica e Taiwan.

O suposto assassino, que cumpriu pena de 18 meses por ter roubado pertences de sua namorada, pediu desculpas à família da vítima.

"Estou disposto a me entregar (...) e retornar a Taiwan para enfrentar o julgamento e cumprir minha pena", declarou Chan Tong-kai, de 20 anos, ao deixar a prisão.

No momento ele não retornará a Taiwan: as autoridades da ilha afirmaram que ele não seria admitido como visitante comum. A presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, afirmou que o suspeito seria detido e não poderia entregar-se às autoridades.

Taipé solicitou ontem autorização para enviar funcionários a Hong Kong e buscar o suspeito, mas as autoridades da ex-colônia britânica rejeitaram o pedido, que consideraram desrespeitoso e inaceitável.

O secretário de Segurança de Hong Kong, John Lee, declarou que Chan cumpriu sua pena em Hong Kong e que agora é um "homem livre".

O projeto de lei sobre extradições foi o estopim para as gigantescas manifestações na ex-colônia britânica, com protestos quase diários há cinco meses. A mobilização provocou a crise política mais grave em Hong Kong desde sua devolução a China em 1997.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{user.alternativeText}}
Avaliar:

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Internacional