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Interpol detém 53 em operação internacional contra tráfico de pessoas

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

em San Salvador (El Salvador)

14/11/2019 16h57

A Interpol realizou 53 prisões em uma operação abrangente contra o tráfico de pessoas em 20 países de três continentes, as quais incluíram controles aéreos, terrestres e marítimos, informou a polícia internacional nesta quinta-feira (14).

Na chamada Operação Turquesa, realizada entre 28 e 31 de outubro, autoridades em cerca de vinte países realizaram quase um milhão de controles nas fronteiras, indicou a Interpol em comunicado divulgado em El Salvador.

Os controles buscaram conter as ações de grupos do crime organizado que usam rotas de contrabando para os Estados Unidos e Canadá.

Muitas das trilhas seguidas para a operação Turquesa surgiram de uma operação anterior chamada Andes, realizada em 2018 e que permitiu detectar "um fluxo migratório significativo" que começou no sul da Ásia.

Como parte da operação Turquesa, no Brasil as autoridades desmantelaram uma rede de tráfico humano e prenderam um homem bengalês de 32 anos que se acredita estar "por trás de uma das maiores redes de tráfico de migrantes dos Estados Unidos", afirmou a Interpol.

As autoridades brasileiras congelaram aproximadamente 42 contas bancárias dessa rede de tráfico de pessoas, nas quais detectaram transações por cerca de 10 milhões de dólares.

A Interpol disse que durante a operação Turquesa foi alcançada a detecção de 775 migrantes de 30 países, além de 1.300 voos internacionais monitorados.

A Interpol também pôde conversar com vítimas de redes de tráfico de migrantes.

No México, migrantes alegaram ter sido ameaçados de morte ou estuprados se não concordassem em pagar os grupos de contrabandistas dos que não possuem documentos.

Na Espanha, um homem de Bangladesh informou que pagou cerca de 6.000 euros a traficantes de migrantes para que o levassem ao país europeu, mas levou um ano para chegar a Málaga, pois permaneceu em cativeiro na Argélia e foi ameaçado por seus captores até que sua família pagasse pela sua libertação.

A Interpol relatou prisões de membros de redes de tráfico de migrantes na República Dominicana, México, Nicarágua e Argentina.

"O tráfico de pessoas está sempre presente, já que os grupos criminosos continuam aproveitando os migrantes para obter lucros ilegais substanciais", afirmou o secretário-geral da Interpol, o alemão Jürgen Stock, em comunicado.

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