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Cubanos detidos na Bolívia 'não foram maltratados', assegura Havana

16/11/2019 17h49

Havana, 16 Nov 2019 (AFP) - Os quatro membros da brigada médica cubana que continuam detidos na Bolívia gozam de "bom estado de saúde e ânimo" e "não foram maltratados", informou neste sábado (16) o Ministério de Relações Exteriores da ilha.

Durante uma rápida visita à prisão do Juizado de La Paz, o terceiro secretário da embaixada cubana na Bolívia, Leonardo Baster, comprovou que "não foram maltratados e que têm bom estado de saúde e de ânimo", ressaltou a chancelaria em sua página na internet.

A pasta ressaltou que Baster planeja para este sábado "um segundo contato" com os cubanos - uma mulher e três homens, dois deles médicos - enquanto "são feitas gestões com as autoridades atuantes" da Bolívia "para que os quatro companheiros detidos injustamente sejam libertados de imediato e retornem à pátria".

A chancelaria cubana denunciou na sexta-feira que os quatro cidadãos cubanos foram detidos pela Polícia boliviana na quarta-feira em El Alto, sob a "caluniosa presunção" de que estimulavam e financiavam os protestos registrados nesse país contra o novo governo interino de Jeanine Áñez, e exigiu a La Paz sua libertação imediata.

Pouco depois, o diretor-geral para a América Latina e o Caribe da chancelaria cubana, Eugenio Martínez, denunciou a detenção de outros dois membros da brigada, inclusive sua chefe, Yoandra Muro, ambos já libertados.

No Twitter, o presidente Miguel Díaz-Canel denunciou nesta sexta o "assédio e maltrato" aos médicos cubanos na Bolívia, o que levou Havana a decidir seu "retorno imediato" à ilha.

A TV estatal cubana reportou neste sábado que os primeiros 226 membros da brigada médica na Bolívia chegarão a Havana ao longo do dia em um voo da companhia Cubana de Aviação.

A chanceler boliviana, Karen Longaric, havia informado na sexta-feira que serão repatriados da Bolívia 725 cubanos que "cumprem funções de cooperação em diferentes áreas".

A venda de serviços profissionais, sobretudo médicos, representou para Cuba algo mais de 6 bilhões de dólares no ano passado e é a principal fonte de divisas para a ilha.

rd/piz/mvv

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