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Japão comprará ilha por US$ 146 mi para que EUA realizem exercícios militares

25.ago.2019 - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, cumprimente o presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião do G7 - Carlos Barria/Reuters
25.ago.2019 - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, cumprimente o presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião do G7 Imagem: Carlos Barria/Reuters

Em Tóquio

02/12/2019 10h41

O Japão anunciou hoje que concordou em comprar uma ilha desabitada no sudeste de sua costa por US$ 146 milhões para os Estados Unidos realizarem exercícios militares.

Em 2011, Tóquio e Washington decidiram mudar um centro de treinamento de caças americanos para a Ilha Mageshima, localizada a 30 quilômetros a sudoeste da costa do Japão.

O porta-voz do governo japonês Yoshihide Suga disse que foi alcançado um acordo para comprar Mageshima na sexta-feira "após negociações entre o Ministério da Defesa e a empresa imobiliária que possui a maior parte da ilha".

Atualmente, os Estados Unidos realizam treinamento aéreo em Iwo Jima, 1.200 quilômetros ao sul de Tóquio.

Washington solicitou a transferência argumentando que Iwo Jima - um campo de batalha importante durante a Segunda Guerra Mundial - está muito longe de sua base militar em Iwakuni, uma cidade localizada no oeste do Japão, onde estão estacionados aviões de combate.

Suga disse que planeja construir uma instalação para praticar desembarques "em uma data próxima", mas não dará mais detalhes até que a aquisição da ilha esteja concluída.

Nas últimas décadas, as forças armadas japonesas se limitaram à autodefesa e o país depende fortemente dos Estados Unidos no âmbito de uma aliança bilateral de segurança.

O presidente Donald Trump insistiu repetidamente que o Japão e outros aliados dos Estados Unidos deveriam contribuir mais para os custos de sua própria defesa.

Alguns moradores das ilhas próximas a Mageshima expressaram preocupação com o barulho que a base aérea poderia gerar.

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