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Morre bispo emérito Miguel Hesayne, que enfrentou ditadura argentina

Em Buenos Aires

02/12/2019 10h17

O bispo emérito Miguel Hesayne, um dos poucos homens da hierarquia da Igreja Católica argentina que combateu a ditadura (1976-1983), morreu aos 96 anos e seu corpo será enterrado hoje na Catedral da cidade de Azul.

O bispo emérito da diócese de Viedma morreu ontem, informou a Conferência Episcopal Argentina (CEA).

"Faleceu Miguel Hesayne. Junto a Jorge Novak, Jaime de Nevares e alguns poucos bispos, não aceitaram ser cúmplices da ditadura genocida de 1976 - como grande parte do episcopado de então - e se colocaram ao lado das vítimas, exigindo memória, verdade e justiça", tuitou o Grupo de Padres Opção Pelos Pobres.

Hesayne foi nomeado bispo de Viedma (800 km ao sudoeste de Buenos Aires) em 1975 e depois do golpe de Estado de março de 1976 denunciou sequestros e perseguições por parte do regime que deixou 30.000 desaparecidos, segundo organismos humanitários.

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