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Israel lança bombardeios em resposta a disparos de foguetes de Gaza

08/12/2019 11h24

Gaza, Territórios palestinos, 8 dez 2019 (AFP) - Aviões israelenses lançaram vários bombardeios na Faixa de Gaza na madrugada deste domingo (noite de sábado no Brasil), horas depois do disparo de três foguetes a partir do enclave palestino, governado pelo movimento islamita Hamas - relataram autoridades palestinas.

Os bombardeios israelenses foram lançados contra dois alvos das brigadas Ezzedin al-Qassam, braço militar do Hamas, no norte de Gaza. O ataque se deu juntamente com outra série de bombardeios a outro alvo destas Forças no oeste de Gaza, disseram as autoridades palestinas.

Os ataques não deixaram feridos.

O Exército israelense indicou que seus aviões e helicópteros atacaram "vários alvos terroristas do Hamas em Gaza".

O Exército israelense "considera a organização terrorista Hamas responsável por tudo que acontecer em Gaza. O Hamas terá que assumir as consequências dos ataques contra civis israelenses", acrescentou o Exército.

Na noite de sábado, ativistas palestinos em Gaza haviam disparado três foguetes contra o sul de Israel, que foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis israelense "Cúpula de ferro", anunciou o Exército israelense. Inicialmente, a corporação informou que dois dos três projéteis haviam sido interceptados.

O último foguete lançado do território palestino, controlado pelo Hamas, remontava a 29 de novembro. O Exército israelense atacou, então, uma posição do Hamas na Faixa de Gaza, em resposta ao disparo de um foguete contra o sul de Israel.

Os serviços de socorro israelenses atenderam a três pessoas na cidade de Sderot, perto de Gaza. Elas ficaram levemente feridas, quando buscavam abrigo depois de ouvirem a sirene de alarme antecipando o sobrevoo de foguetes pela localidade, explicou um porta-voz do Magen David Adom, os serviços de emergência de Israel.

- Netanyahu defende soberaniaNeste domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou sua intenção de anexar uma parte da Cisjordânia ocupada e as colônias israelenses em terra palestina. Esta é sua última tentativa de evitar novas eleições legislativas.

"É hora de aplicar a soberania israelense no Vale do Jordão e legalizar todas as colônias da Judeia e de Samária", afirmou, usando o termo bíblico para se referir à Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel.

"Farão parte do Estado de Israel", prometeu o premiê, em entrevista organizada pelo jornal israelense de direita, o "Makor Rishon".

Netanyahu deu estas declarações em um momento político delicado para ele. O primeiro-ministro tenta convencer seu rival Benny Gantz de formar um governo de união, que pode se beneficiar da nova postura do governo americano sobre os assentamentos israelenses no território palestino.

A colonização israelense da Cisjordânia se acelerou nos últimos anos, sobretudo após a chegada de Donald Trump à presidência dos EUA.

Mais de 400.000 israelenses vivem em colônias na Cisjordânia, junto com 2,6 milhões de palestinos. A eles, somam-se cerca de 200 mil colonos de Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade.

Uma grande parte da comunidade internacional considera as colônias o principal obstáculo para a paz entre israelenses e palestinos.

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