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Vulcão na Nova Zelândia ainda é muito perigoso para permitir resgate de corpos

Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção na Ilha Branca da Nova Zelândia - Xinhua/Michael Schade
Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção na Ilha Branca da Nova Zelândia Imagem: Xinhua/Michael Schade

Na Nova Zelândia

11/12/2019 07h59

O vulcão que entrou em erupção na Ilha Branca ainda é muito perigoso para permitir o envio de equipes que recuperem os corpos de oito pessoas, anunciou hoje a polícia da Nova Zelândia.

A erupção na segunda-feira (9) nesta ilha turística da região norte do país provocou seis mortes, de acordo com o balanço oficial. Mas os cadáveres de oito pessoas desaparecidas continuam no local.

A impossibilidade de iniciar as operações provoca impaciência, mas as condições hoje ainda eram consideradas muito perigosas para o envio de socorristas.

O ministério da Saúde informou que os 22 sobreviventes hospitalizados em unidades de tratamento de queimaduras graves permanecem em estado crítico.

No momento da erupção, o vulcão expeliu vapor superaquecido, cinzas e rochas, projetadas como balas de canhão em alta velocidade.

O ministro da Polícia, Stuart Nash, declarou que os ferimentos sofridos por turistas e guias foram tão graves que em alguns casos não é possível identificar as vítimas.

"Há um número de pessoas hospitalizadas que não conseguem falar, sofreram queimaduras importantes na pele, mas também em órgãos internos", declarou Nash.

"Trabalhamos em colaboração estreita com alguns organismos para assegurar que serão identificadas corretamente", completou.

No momento da erupção, 47 pessoas estavam na ilha, incluindo turistas da Austrália, Estados Unidos, Reino Unido, China, Alemanha, Malásia e Nova Zelândia, além dos guias.

"Ainda há pessoas gravemente feridas no hospital", afirmou Nash.

O governo da Austrália informou que 13 cidadãos do país estão internados e 11 estavam desaparecidos.

Dois britânicos ficaram feridos e uma agência local de viagens afirmou que dois guias turísticos continuam desaparecidos.

A Malásia anunciou a morte de um cidadão do país e indicou que um malaio ficou gravemente ferido.

O vice-comandante interino de policia da Nova Zelândia, Bruce Bird, disse que as nacionalidades e identidades dos mortos não serão reveladas até o fim do processo oficial de identificação, algo que "pode demorar um certo tempo".

Os sismólogos calculam em 50% o risco de outra erupção na ilha, que fica a 50 quilômetros da costa, advertiu Stuart Nash. Além disso, o vulcão continua emitindo gases tóxicos e a ilha foi coberta por uma espessa camada de cinzas acompanhada de ácido.

"Seria uma loucura enviar homens e mulheres à Ilha Branca", disse o ministro.

As autoridades neozelandesas afirmaram que os voos de reconhecimento realizados pouco depois do retorno dos sobreviventes à costa permitiram constatar que não restavam pessoas com vida na ilha.

Ilha Branca é o vulcão de maior atividade no arquipélago neozelandês, de acordo com a agência governamental GeoNet.

Quase 17 mil turistas visitam a ilha a cada ano. Erupções foram registradas com frequência nos últimos 50 anos. Há alguns meses um contêiner de 2,4 toneladas foi transportado para a ilha, de avião, para ser usado com refúgio em caso de erupção.

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