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Iraque desmente retomada de operações militares com EUA

"As operações conjuntas não foram retomadas", disse à AFP o porta-voz do primeiro-ministro iraquiano, Abdulkarim Khalaf - Delil Souleiman/AFP
"As operações conjuntas não foram retomadas", disse à AFP o porta-voz do primeiro-ministro iraquiano, Abdulkarim Khalaf Imagem: Delil Souleiman/AFP

16/01/2020 17h22

As autoridades iraquianas negaram nesta quinta-feira (16) informações sobre a retomada das operações militares conjuntas entre Estados Unidos e Iraque, interrompidas após o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani, morto em 3 de janeiro em um ataque de um drone americano perto do aeroporto de Bagdá.

"As operações conjuntas não foram retomadas", disse à AFP o porta-voz do primeiro-ministro iraquiano, Abdulkarim Khalaf.

Dois militares dos EUA, citados pelo jornal New York Times sob condição de anonimato, declararam que as operações com o Iraque foram retomadas na quarta-feira. No entanto, o porta-voz do Departamento de Defesa Johnathan Hoffman também negou esta informação.

"Continuamos a nos organizar juntos, mas não houve nenhuma operação no terreno", disse à AFP.

A coalizão internacional antijihadista liderada pelos EUA, que opera no Iraque desde 2014, anunciou a interrupção de suas operações contra o grupo Estado Islâmico bem como suas missões de treinamento, em 5 de janeiro, por razões de segurança.

Segundo Khalaf, Bagdá não autorizou a coalizão a retomar as operações conjuntas.

"Operações comuns, incluindo o uso do espaço aéreo iraquiano, foram proibidas", disse ele, acrescentando que o governo de Bagdá ordenou que a coalizão interrompesse suas operações após dois ataques aéreos nos EUA.

Dezenas de foguetes foram disparados contra bases iraquianas que abrigam soldados americanos desde o final de outubro, matando um subcontratado americano em 27 de dezembro.

Os Estados Unidos acusam facções armadas iraquianas pró-Irã de estarem por trás desses ataques.

Em retaliação, as forças americanas bombardearam bases iraquianas na fronteira síria, matando 25 combatentes de Hashd al Shaabi, uma coalizão de milícias paramilitares pró-iranianas compostas por iraquianos.

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