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Negociações diretas israelenses-palestinas desde 1993

28/01/2020 17h23

Jerusalém, 28 Jan 2020 (AFP) - As principais datas das negociações diretas israelense-palestinas desde as negociações de paz iniciadas em Oslo em 1993.

- 13 de setembro de 1993: Após seis meses de negociações em Oslo, Israel e Organização para a Libertação da Palestina (OLP) se reconhecem mutuamente e assinam em Washington uma declaração de princípios sobre uma autonomia palestinas transitória de cinco anos. O premiê israelense Yitzhak Rabin e o líder palestino Yasser Arafat trocam um histórico aperto mãos.

- 4 de maio de 1994: Acordo sobre a autonomia de Gaza e Jericó (Cisjordânia) alcançado no Cairo. Israel evacua 70% da Faixa de Gaza e no enclave de Jericó.

- 28 de setembro 1995: Em Washington, o acordo interino (Oslo II) sobre a extensão e a autonomia na Cisjordânia, previa uma série de retiradas israelenses.

- 23 de Outubro de 1998: Em Wye Plantation (EUA), acordo interino sobre modalidades de uma retirada israelense de 13% da Cisjordânia.

- 11 a 25 de julho de 2000: Na cúpula de Camp David (EUA), palestinos e israelenses não avançam na negociação sobre o problema de Jerusalém e dos refugiados de 1948. Dois meses depois começa a segunda Intifada, uma insurreição palestina.

- Janeiro de 2001: Negociações em Taba (Egito) sobre a base de um plano do presidente americano Bill Clinton. Um mês depois, o primeiro-ministro israelense Ehud Barak é derrotado nas eleições pelo líder da direita Ariel Sharon.

- 30 de abril de 2003: Publicação de um "Mapa do Caminho", elaborada pelo Quarteto sobre o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia, ONU) que prevê a criação de um Estado Palestino até 2005, após o fim da violência palestina e o congelamento da colonização israelense.

- 27 de novembro de 2007: Em Anápolis (EUA), Israel e a Autoridade Palestina tentam alcançar um acordo de paz até o final de 2008.

- Dezembro de 2008 e janeiro de 2009: Operação militar israelense na Faixa de Gaza. A Autoridade Palestina se retira das negociações em sinal de protesto.

- 2 de setembro de 2010: Em Washington, retomada das negociações diretas. O diálogo entre o presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu é interrompido depois que Israel retoma a colonização nos territórios ocupados em 26 de setembro.

- 7 de dezembro de 2010: Washington é contra o congelamento da colonização como condição para as negociações diretas. Os palestinos continuam exigindo a suspensão total da colonização na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

- 19 de maio de 2011: O presidente americano Barack Obama se pronuncia a favor de um Estado Palestino sobre a base das fronteiras de 1967, que compreendem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

Netanyahu descarta a "retirada às linhas de 1967".

- 17 de abril de 2012: Abbas chama Israel à retomada das negociações sobre a base das linhas de antes de junho de 1967, com "mudanças de territórios menores e mutuamente acordados" e do congelamento da colonização, incluindo Jerusalém Oriental anexado, em uma carta a Netanyahu que não teve consequências.

- 30 de abril de 2013: A Liga Árabe reformula sua iniciativa de paz de 2002, validando expressamente o princípio de intercâmbio de territórios entre israelenses e palestinos, sob os auspícios de Washington.

- 19 de julho de 2013: O secretário de Estado americano John Kerry anuncia ter chegado a um acordo para a retomada das negociações entre israelenses e palestinos ao fim de sua sexta viagem à região.

- 28 de julho de 2013: O governo israelense aprova a libertação de presos palestinos, segundo a rádio pública. No dia seguinte se anuncia a retomada de negociações diretas entre ambas as partes, por nove meses.

Israel as suspende em abril de 2014, uma semana antes de vencer o prazo de nove meses, após um anúncio de reconciliação entre os partidos palestinos Fatah e Hamas.

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