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Janeiro de 2020 foi o mais quente já registrado, segundo Copernicus

Trabalhador em silhueta contra o sol enquanto instala uma luz de rua em um dia quente na cidade de Chennai, na Índia - Babu/Reuters
Trabalhador em silhueta contra o sol enquanto instala uma luz de rua em um dia quente na cidade de Chennai, na Índia
Imagem: Babu/Reuters

Da agência AFP, em Paris (França)

04/02/2020 16h26

O ano de 2020 começou com o janeiro mais quente já registrado no planeta, com temperaturas um pouco superiores as do primeiro mês de 2016, anunciou hoje o serviço europeu Copernicus sobre mudanças climáticas.

Após uma década com temperaturas recordes, que terminou com um 2019 considerado o segundo ano mais quente já registrado, a década de 2020 já se iniciou mantendo a tendência.

Em janeiro passado, a temperatura média do globo terrestre superou em 0,03°C a de janeiro de 2016, até então o janeiro mais quente já registrado, e foi 0,77°C mais quente que a média para o primeiro mês do ano no período de referência 1981-2010, segundo um comunicado do Copernicus.

A maioria das regiões do mundo experimentou temperaturas acima da média, especialmente a Europa, que registrou 3,1°C a mais que a média do período de referência 1981-2010.

No nordeste da Europa - Escandinávia e parte da Rússia —a diferença superou 6°C com relação ao período 1981-2010.

Segundo o Copernicus, os anos mais quentes foram registrados no último período de cinco anos, quando os termômetros subiram entre 1,1º e 1,2°C com relação à temperatura da era pré-industrial. A década de 2010-2019 foi a mais quente desde o início das medições.

O ano de 2019 foi o segundo mais quente já registrado, apenas 0,04°C a menos que 2016, o ano mais quente, ainda que marcado por um episódio de El Niño muito intenso.

Devido às emissões de gases com efeito estufa gerados por atividades humanas, o planeta já esquentou pelo menos 1°C com relação à era pré-industrial.

No ritmo atual, o planeta poderá esquentar até 4º ou 5°C até o fim do século.

Meio Ambiente