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Guaidó diz que militares podem tornar menos traumática a "inevitável" mudança na Venezuela

17/02/2020 06h00

Caracas, 17 Fev 2020 (AFP) - O líder opositor Juan Guaidó afirmou no domingo que os militares têm em suas mãos a oportunidade de tornar menos traumática o que considera uma "inevitável" mudança de governo na Venezuela.

"De vocês depende, sim, que esta transição seja menos traumática para toda a Venezuela, seu futuro e o da família militar", escreveu o opositor em uma carta às Forças Armadas, principal base de apoio do presidente Nicolás Maduro.

No texto, Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por 50 países, incluindo Estados Unidos, considera "inevitável" uma mudança de governo no país, "independente dos desejos da ditadura" de Maduro.

Desde que se proclamou presidente interino em janeiro de 2019, Guaidó dirigiu várias mensagens aos militares para que retirem o apoio a Maduro, a quem acusa de ter conquistado a reeleição de maneira fraudulenta em 2018.

A cúpula militar, no entanto, reiterou em várias oportunidades o respaldo a Maduro e critica a campanha de Guaidó para que os países que o apoiam apliquem novas sanções contra o governo da Venezuela.

"Estamos no momento", destacou o opositor na carta, na qual cita a ameaça do presidente americano, Donald Trump, com quem se reuniu em 4 de fevereiro em Washington, de que esmagará a "tirania" de Maduro.

Trump lidera a pressão internacional contra o governo venezuelano por meio de sanções que incluem um embargo de petróleo de fato e um bloqueio financeiro, o que segundo Maduro aprofunda a grave crise socioeconômica.

O novo apelo de Guaidó coincidiu com o segundo e último dia de exercícios militares convocados pelo presidente da Venezuela ante supostas ameaçadas dos governos dos Estados Unidos, Brasil e Colômbia.

Quase 2,4 milhões de militares e membros da milícia - corpo civil vinculado às Forças Armadas - foram mobilizados em vários estados do país.

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