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Coreia do Sul registra 334 novos casos de coronavírus, e total chega a 1.595

A seita da Igreja de Jesus Shincheonji é apontada como "viveiro" do coronavírus na Coreia do Sul - AFP/Getty Images
A seita da Igreja de Jesus Shincheonji é apontada como 'viveiro' do coronavírus na Coreia do Sul Imagem: AFP/Getty Images

26/02/2020 23h57

Seul, 27 Fev 2020 (AFP) - O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (KCDC) da Coreia do Sul informou nesta quinta-feira (noite de quarta no Brasil) 334 novos casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, o que eleva a 1.595 o total de diagnósticos positivos no país.

O KCDC relatou que nenhuma morte foi registrada nas últimas 24 horas, o que mantém em 12 o número de falecimentos em decorrência do covid-19.

Com esses números, a Coreia do Sul segue como o território mais afetado pela epidemia fora da China, a origem do surto.

A propagação da epidemia levou o Comando das Forças Conjuntas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos a adiar os próximos exercícios militares conjuntos, que estavam previstos para os próximos meses.

Essa medida foi tomada após o governo sul-coreano elevar o alerta de saúde a um nível "grave" por causa da propagação da epidemia, o que motivou a suspensão dos exercícios militares "até novo aviso".

Os Estados Unidos têm 28.500 soldados posicionados na Coreia do Sul, principalmente na Base Humphreys, em Pyeongtaek, sul da capital Seul, a maior instalação militar que Washington possui fora do território americano.

Na quarta-feira, a Força Americana na Coreia do Sul confirmou que um soldado americano que está em uma base no território sul-coreano foi diagnosticado com o novo coronavírus.

Por esse motivo, o soldado foi colocado em quarentena em sua própria residência, fora da instalação militar.

Este militar estava na base de Camp Carroll, no sudoeste do país e a cerca de 30 quilômetros da cidade de Daegu, designado como o centro de propagação da epidemia no território sul-coreano.

Mais de 150 membros da seita cristã da "Igreja de Jesus Shincheonji" estão infectados. A igreja tem sede na cidade de Daegu, a quarta maior da Coreia do Sul, com mais de 2,5 milhões de habitantes.

A contaminação começou quando uma idosa de 61 anos, que não sabia que estava doente, frequentou os serviços religiosos do templo.

Saúde