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Sobe para nove balanço de mortes nos EUA pelo novo coronavírus

03/03/2020 20h54

Los Angeles, 3 Mar 2020 (AFP) - O número de mortos pelo novo coronavírus nos Estados Unidos subiu para nove, de acordo com o balanço oficial apresentado pelas autoridades nesta terça-feira (3).

No Condado de King, que abrange Seattle e fica no estado de Washington (oeste), oito mortes foram registradas até agora, enquanto a outra foi relatada no condado vizinho de Snohomish.

A maioria das mortes ocorreram entre moradores de um asilo.

"A situação é muito dinâmica à medida que respondemos agressivamente a este surto", disse Jeff Duchin, oficial da Saúde Pública do condado de King, que elevou o número de casos confirmados ali a 21. Em Snohomish há seis casos.

Em todo o país, há mais de cem casos confirmados e o governo do presidente Donald Trump se prepara para declarar estado de desastre sob uma lei que permitiria o Exército cobrir os custos dos pacientes sem seguro médico.

Robert Kadlec, um alto funcionário de Saúde, disse a legisladores na terça-feira que "há conversas preliminares" para conseguir com que os custos dos pacientes recaiam no governo.

Os Estados Unidos não têm um sistema de saúde público e especialistas advertiram que os 27,5 milhões de pessoas no país que carecem que cobertura médica poderiam ser resistentes a buscar tratamento, colocando-se em risco e aumentando a propagação da doença.

A epidemia de COVID-19 se espalhou para todos os continentes desde seu aparecimento no centro da China no fim do ano e já provocou a morte de mais de 3.100 pessoas e infectou mais de 90.000.

Entre os mortos reportados nesta terça-feira estão um homem na casa dos 50 anos e uma mulher nos 80, falecidos em 26 de fevereiro, antes de ser declarada a emergência do vírus.

Ambos moravam no LifeCare, asilo onde foram registradas outras mortes causadas pelo vírus.

Susan Gregg, porta-voz do Centro Médico Harborview de Seattle, onde o homem morreu, disse que exames mostraram que o falecido estava infectado com a doença.

Informou, ainda, que toda a equipe médica que o atendeu está sendo identificada.

"Em coordenação com a Saúde Pública, determinamos que alguns membros do pessoal da unidade de cuidados intensivos onde era tratado podem ter sido expostos" ao vírus, afirmou.

Entre os sete novos casos reportados, destacam-se outros dois moradores do LifeCare, uma trabalhadora, o parente de um doente, um visitante do asilo e dois jovens na casa dos 20 anos, cuja exposição ao vírus é desconhecida. Quatro dos hospitalizados no King se encontram em estado crítico.

O asilo informou em um comunicado que faz check-ups constantes em seus residentes e funcionários e que qualquer um "que mostre sintomas é posto em isolamento". Também foram suspensas as visitas de familiares, voluntários e vendedores.

- Eleições sem alarme -Em todo o país, há mais de cem casos confirmados. A maior parte dos casos se concentra na costa oeste. A Califórnia tem 43 casos positivos, segundo um balanço publicado nesta segunda.

Do total, quatro foram qualificados como "comunitários", ou seja, de origem desconhecida, em que uma pessoa não viajou para uma área afetada, nem teve contato com algum doente.

O Twitter, uma das gigantes tecnológicas com sede na Califórnia, pediu a seus funcionários em todo o mundo que trabalhem de casa para tentar frear a propagação do coronavírus, enquanto o Google cancelou sua grande conferência anual de desenvolvedores de software prevista para maio em sua sede no Vale do Silício.

O estado celebra nesta terça, juntamente com outros 13, as eleições primárias para escolher o candidato democrata que vai enfrentar Trump em novembro.

Na maioria dos centros de votação havia álcool gel na entrada e as autoridades estão alertas a qualquer anúncio das autoridades.

"Foram tomadas todas as precauções necessárias", disse a seccional do Partido Democrata no condado de Solano, perto de San Francisco, onde se registrou o primeiro caso "comunitário" do país.

"Ainda estamos planejado algumas celebrações à noite, mas acho que haverá menos por causa do vírus".

Os funcionários de saúde se esforçam por conter a propagação do vírus, surgido pela primeira vez na China e que até agora matou mais de três mil pessoas em todo o mundo.