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Coronavírus: especialistas chineses chegam a Roma com ajuda

Moradores caminham pelas ruas de Codogno, na região da Lombardia, na Itália - Miguel Medina/AFP
Moradores caminham pelas ruas de Codogno, na região da Lombardia, na Itália Imagem: Miguel Medina/AFP

Da AFP, em Roma

13/03/2020 11h41

Um grupo de nove especialistas chineses em coronavírus e várias toneladas de instrumentos médicos chegaram a Roma em um voo especial para ajudar a Itália, o país mais afetado pela pandemia de COVID-19 na Europa - informaram fontes aeroportuárias.

Epicentro do surto no final de 2019 e onde o número de casos está diminuindo significativamente, a China decidiu enviar especialistas e equipamentos para vários países, incluindo Iraque e Irã, também muito afetados.

Um porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang, confirmou o envio de "um grupo de nove pessoas com equipamentos de terapia intensiva, produtos de proteção médica e outros itens".

Os especialistas chineses, com seus rostos cobertos, foram recebidos por representantes do Ministério italiano da Saúde, segundo o vídeo transmitido à AFP pelo aeroporto romano de Fiumicino.

A bordo do voo vieram "dispositivos de ventilação mecânica, equipamentos respiratórios e para eletrocardiograma, dezenas de milhares de máscaras faciais e outros equipamentos", relatou o presidente da Cruz Vermelha italiana, Francesco Rocca.

"Os nove especialistas, seis homens e três mulheres, liderados pelo vice-presidente da Cruz Vermelha chinesa, Yang Huichan, e pelo professor especializado em reanimação cardiopulmonar, Liang Zongan, estão entre os maiores especialistas em ressuscitação, pediatria e enfermagem especializada em coronavírus na China", disse Rocca.

Da China, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, assegurou a seu colega italiano, Luigi Di Maio, o apoio de seu país na luta contra o coronavírus.

"O povo chinês nunca esquecerá o valioso apoio prestado pela Itália quando a China estava passando pelos momentos mais difíceis da luta contra o vírus", disse ele.

No auge da epidemia na China, a Itália foi o primeiro país europeu a interromper suas conexões aéreas com o gigante asiático, uma ação considerada muito drástica na época, mas que foi tomada para isolar o foco do surto.

A Itália também foi o país europeu que se mostrou mais aberto ao grande projeto de infraestruturas "Novas Rota da Seda", promovido pelo presidente Xi Jinping, apesar da oposição de vários parceiros europeus.

O coronavírus causou a morte de pelo menos 3.169 pessoas na China, sendo o país mais afetado do mundo com 80.793 infecções, conforme o último relatório.

O segundo país mais afetado é a Itália, com mais de mil mortes e pelo menos 15.000 infecções.

Já a cidade de Moscou, aproveitando a experiência da China para construir hospitais em tempo recorde, anunciou nesta sexta-feira o início da construção de um centro hospitalar pré-fabricado para lidar com a epidemia de coronavírus.

Em um comunicado, o Departamento de Obras Públicas da prefeitura da capital russa disse que começou a construção do prédio e das estradas que levam a ele.

Com capacidade para 500 leitos conectados a aparelhos de respiração, estará localizado a cerca de 60 quilômetros do centro de Moscou e se estenderá por 43 hectares.

O vice-prefeito da cidade, Andreï Bochkarev, garantiu que será um "centro médico entre os mais modernos" construídos "com a experiência dos nossos parceiros chineses". Ele não forneceu prazos.

Segundo um comunicado das autoridades, a instalação incluirá "centros cirúrgicos e serviços de diagnóstico".

No início de fevereiro, a China construiu um hospital com 1.000 leitos em apenas dez dias em Wuhan, epicentro da epidemia.

Segundo o site russo Znak, citando um documento interno da prefeitura, o hospital moscovita deverá custar 8,5 bilhões de rublos (105 milhões de euros). A Rússia registrou, até o momento, 45 casos de coronavírus.

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