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Colômbia apoia plano dos EUA para crise na Venezuela

31/03/2020 21h10

Bogotá, 1 Abr 2020 (AFP) - O governo da Colômbia anunciou nesta terça-feira (31) que apoia o plano dos Estados Unidos para superar a crise na Venezuela, que prevê a saída do poder de Nicolás Maduro e do opositor Juan Guaidó, reconhecido por vários países como presidente interino.

A iniciativa americana "está em linha com propostas e projetos do Grupo de Lima apresentados no último ano", para "uma solução política, pacífica e liderada pelos proponentes venezuelanos (...) como forma única de resolver a grave crise multidimensional que atravessa o país", informou a chancelaria colombiana.

"Para a Colômbia, chegou o momento de enviar uma mensagem clara e inequívoca para os venezuelanos sobre a urgência necessária encerrar a crise" no país, acrescentou o Ministério de Relações Exteriores no comunicado.

O governo do presidente Iván Duque recebeu com satisfação a proposta feita anteriormente pelo secretario de Estado americano, Mike Pompeo, de uma nova "estrutura para uma transição pacífica" em uma Venezuela afetada pela pandemia do novo coronavírus que se junta à crise econômica aguda.

O plano, que abriria o caminho para suspender as sanções impostas por Washington, segundo Pompeo, foi rejeitado pelo governo Maduro, que o chamou de "um acordo efêmero".

Como cerca de 60 países, a Colômbia reconhece Guaidó como presidente interino e apoia os Estados Unidos em sua ofensiva diplomática para remover Maduro do poder, acusado na semana passada de "narcoterrorismo" pela Justça americana.

No entanto, mais de um ano após a autoproclamação do líder da oposição na Venezuela, o governo chavista mantém o controle da antiga potência do petróleo, com o apoio das forças armadas, além de Cuba, China e Rússia.

Desde 2015, 4,9 milhões de venezuelanos fugiram do país, segundo a ONU, e 1,7 milhão deles estão na Colômbia.

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