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Espanha tem alta no número de mortes por coronavírus em 24 horas

07/04/2020 11h02

Madri, 7 Abr 2020 (AFP) - A Espanha registrou 743 mortes em 24 horas por coronavírus, uma alta após quatro dias de redução do número, o que elevou o total de vítimas fatais no país a 13.798 desde o início da pandemia, segundo o balanço divulgado pelo ministério da Saúde nesta terça-feira.

Ao mesmo tempo, as autoridades destacaram uma pressão menor sobre os hospitais e Unidades de Terapia Intensiva.

Segundo país mais afetado no planeta pela COVID-19, tanto em número de casos como de mortes, a Espanha também registrou um leve aumento no número global de casos notificados, com 140.510, informou o ministério.

"Nós consideramos que o leve aumento em comparação ao dia de ontem (segunda-feira) se deve ao ajuste de dados a respeito do fim de semana, quando o registro de casos costuma ser mais lento", afirmou em uma entrevista coletiva María José Sierra, do Centro de Emergências Sanitárias.

"Realmente, a tendência de queda é o que temos observado nos últimos dias", destacou Sierra, no momento em que as autoridades de saúde acreditam ter estabilizado a propagação do vírus.

De todas as maneiras, apesar do fim da sequência de queda das mortes diárias, o balanço das últimas 24 horas é bastante inferior ao de 2 de abril, quando o país registrou 950 mortes em apenas um dia, o recorde registrado na Espanha.

Além disso, em termos percentuais os óbitos diários aumentaram 5,7%. Há duas semanas o índice superava 30% de alta a cada 24 horas.

Em meio a um confinamento rígido imposto aos 46,6 milhões de espanhóis, que entrou em vigor em 14 de março e deve prosseguir até 25 de abril, os números de pessoas hospitalizadas e internadas em UTIs mantêm a tendência de queda, informou Sierra.

Ela destacou o "início da observação de uma certa queda na pressão nos hospitais e nas Unidades de Terapia Intensiva".

A região mais afetada no país continua sendo Madri, com pouco menos de um terço das mortes (5.371), seguida pela Catalunha, que até o momento registrou 2.908 mortes.

"Caiu muito a o serviço de emergência. O colapso dos primeiros dias foi brutal, todos vieram para a emergência, todos os casos usuais e todos os possíveis casos de COVID-19", disse à AFP Mari Angels Rodríguez, enfermeira do Hospital Josep Trueta de Girona (Catalunha).

"O problema que temos e que ainda não conseguimos resolver completamente é a questão das UTIs. Todos os pacientes internados precisam passar no mínimo 14 dias, o que significa que cada novo paciente que entra ocupa uma cama por muito tempo", completou Rodríguez.

Como dado positivo, o balanço acumulado de pacientes que receberam alta na Espanha subiu para 43.208, um terço do total de casos notificados.

As autoridades, que elogiam o respeito ao confinamento por parte dos espanhóis, advertiram para um "certo relaxamento" nos últimos dias, coincidindo com a semana da Páscoa.

"Aumentamos a vigilância durante a noite e vamos aumentar o numero de controles durante o feriado", anunciou o comandante da Polícia Nacional, José García Molina.

Diante da evolução dos números nos últimos dias, o governo da Espanha começou a estudar como abordar a fase de "desescalada", com a suspensão paulatina do confinamento.

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